Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir, você desceu, você desceu.
Todo mundo quer subir
A concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida
Tem o céu como limite.
Por isso, não adianta
Estar no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama.
Canta: Clara Nunes
Compositores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Canto das três raças - 1976
EMI-Odeon XSMOFB 3915
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Juízo final: letra - Música de Clara Nunes
O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente.
É o juízo final
A história do Bem e do Mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Nelson Cavaquinho/Élcio Soares
Disco: Claridade - 1975
Odeon XSMOFB 3884
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente.
É o juízo final
A história do Bem e do Mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Nelson Cavaquinho/Élcio Soares
Disco: Claridade - 1975
Odeon XSMOFB 3884
Jogo de Angola: letra - Música de Clara Nunes
No tempo em que o negro chegava
Fechado em gaiola
Nasceu no Brasil
Quilombo e quilombola
E todo dia negro fugia
Juntando a corriola.
De estalo de açoite, de ponta de faca
E zunido de bala
Negro voltava pra Angola
No meio da senzala.
E ao som do tambor primitivo,
Berimbau, maharaquê e viola
Negro gritava: “abre ala!”
Vai ter jogo de Angola.
Perna de brigar, Camará,
Perna de brigar, olê...
Ferro de furar, Camará,
Ferro de furar, olê...
Arma de atirar, Camará,
Arma de atirar, olé... Olê...
Dança guerreira,
Corpo do negro é de mola,
Na capoeira, negro embola e desembola.
E a dança que era uma festa
Do dono da terra
Virou a principal defesa do negro na guerra,
Pelo que se chamou “libertação”.
E por toda força, coragem, rebeldia
Louvado será todo dia
Esse povo cantar e lembrar
O jogo de Angola
Na escravidão do Brasil.
Perna de brigar, Camará,
Perna de brigar, olê...
Ferro de furar, Camará,
Ferro de furar, olê...
Arma de atirar, Camará,
Arma de atirar, olê... Olê... (Bis)
Canta: Clara Nunes
Compositores: Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon - 062 421096
Fechado em gaiola
Nasceu no Brasil
Quilombo e quilombola
E todo dia negro fugia
Juntando a corriola.
De estalo de açoite, de ponta de faca
E zunido de bala
Negro voltava pra Angola
No meio da senzala.
E ao som do tambor primitivo,
Berimbau, maharaquê e viola
Negro gritava: “abre ala!”
Vai ter jogo de Angola.
Perna de brigar, Camará,
Perna de brigar, olê...
Ferro de furar, Camará,
Ferro de furar, olê...
Arma de atirar, Camará,
Arma de atirar, olé... Olê...
Dança guerreira,
Corpo do negro é de mola,
Na capoeira, negro embola e desembola.
E a dança que era uma festa
Do dono da terra
Virou a principal defesa do negro na guerra,
Pelo que se chamou “libertação”.
E por toda força, coragem, rebeldia
Louvado será todo dia
Esse povo cantar e lembrar
O jogo de Angola
Na escravidão do Brasil.
Perna de brigar, Camará,
Perna de brigar, olê...
Ferro de furar, Camará,
Ferro de furar, olê...
Arma de atirar, Camará,
Arma de atirar, olê... Olê... (Bis)
Canta: Clara Nunes
Compositores: Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon - 062 421096
Jardim da solidão: letra - Música de Clara Nunes
Me enganei redondamente
Com você, oh, flor,
Pois pensava francamente
Que era puro o seu amor!
Só depois que descobri
Que era tudo falsidade;
Prefiro viver tão sozinho,
Porque seu carinho não é de verdade.
Havia flores enfeitando meu jardim,
Gorjeando a passarada;
Era tudo para mim,
Mas vieram os dissabores,
Frutos de uma traição,
Murcharam todas as flores
No jardim da solidão.
Hoje vivo implorando
De joelhos ao criador
Para esquecer a mágoa
Que sinto em meu peito por um falso amor.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Monarco
Disco: Esperança - 1979
EMI-Odeon 062 421168
Com você, oh, flor,
Pois pensava francamente
Que era puro o seu amor!
Só depois que descobri
Que era tudo falsidade;
Prefiro viver tão sozinho,
Porque seu carinho não é de verdade.
Havia flores enfeitando meu jardim,
Gorjeando a passarada;
Era tudo para mim,
Mas vieram os dissabores,
Frutos de uma traição,
Murcharam todas as flores
No jardim da solidão.
Hoje vivo implorando
De joelhos ao criador
Para esquecer a mágoa
Que sinto em meu peito por um falso amor.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Monarco
Disco: Esperança - 1979
EMI-Odeon 062 421168
sábado, 17 de junho de 2017
Iracema: letra - Música de Clara Nunes
Iracema,
Eu nunca mais eu te vi,
Iracema, meu grande amor, foi embora;
Chorei, eu chorei de dor porque,
Iracema, meu grande amor foi você.
Iracema,
Eu sempre dizia:
“cuidado ao atravessar essas ruas”,
Eu falava
Mas você não me escutava, não;
Iracema,
Você atravessou contramão.
E hoje ela vive lá no céu,
E ela vive
Bem juntinho de Nosso senhor;
De lembranças
Guardo somente suas meias e seus sapatos;
Iracema, eu perdi o seu retrato.
(Iracema, fartavam vinte dias pro nosso casamento,
Que nóis ia se casá,
Você atravessô a São João,
Vem um carro, te pega
E te pincha no chão.
Você foi pra assistência,
Iracema,
O chofer não teve curpa, Iracema,
Paciência, Iracema, paciência!)
E hoje ela vive lá no céu,
Bem juntinho de Nosso Senhor;
De lembranças
Guardo somente suas meias e seus sapatos;
Iracema, eu perdi o seu retrato.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Adoniran Barbosa
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon 062 421096
Eu nunca mais eu te vi,
Iracema, meu grande amor, foi embora;
Chorei, eu chorei de dor porque,
Iracema, meu grande amor foi você.
Iracema,
Eu sempre dizia:
“cuidado ao atravessar essas ruas”,
Eu falava
Mas você não me escutava, não;
Iracema,
Você atravessou contramão.
E hoje ela vive lá no céu,
E ela vive
Bem juntinho de Nosso senhor;
De lembranças
Guardo somente suas meias e seus sapatos;
Iracema, eu perdi o seu retrato.
(Iracema, fartavam vinte dias pro nosso casamento,
Que nóis ia se casá,
Você atravessô a São João,
Vem um carro, te pega
E te pincha no chão.
Você foi pra assistência,
Iracema,
O chofer não teve curpa, Iracema,
Paciência, Iracema, paciência!)
E hoje ela vive lá no céu,
Bem juntinho de Nosso Senhor;
De lembranças
Guardo somente suas meias e seus sapatos;
Iracema, eu perdi o seu retrato.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Adoniran Barbosa
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon 062 421096
Insensatez: letra - Música de Clara Nunes
A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração
Quem nunca amou
Não merece ser amado.
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão,
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração,
Pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Antônio Carlos Jobim/Vinícius de Morais
Disco: Clara canta Tom e Chico - 1968
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração
Quem nunca amou
Não merece ser amado.
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão,
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração,
Pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Antônio Carlos Jobim/Vinícius de Morais
Disco: Clara canta Tom e Chico - 1968
Ilu-ayê: letra - Música de Clara Nunes
Ilu-ayê, Ilu-ayê, odara,
Negro cantava na nação Nagô,
Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-ayê.
Tempo passou
E no terreirão da casa grande
Negro diz tudo que pode dizer;
É samba, é batuque, é reza,
É dança, é ladainha;
Negro joga capoeira e faz louvação à rainha. (Bis)
Hoje negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo,
Desfilando na avenida;
Negro é sensacional,
É toda a festa de um povo,
É o dono do carnaval.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Norival Reis/Cabana
Disco: Clara Clarice Clara - 1972
Odeon - MOFB 3709
Negro cantava na nação Nagô,
Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-ayê.
Tempo passou
E no terreirão da casa grande
Negro diz tudo que pode dizer;
É samba, é batuque, é reza,
É dança, é ladainha;
Negro joga capoeira e faz louvação à rainha. (Bis)
Hoje negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo,
Desfilando na avenida;
Negro é sensacional,
É toda a festa de um povo,
É o dono do carnaval.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Norival Reis/Cabana
Disco: Clara Clarice Clara - 1972
Odeon - MOFB 3709
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