domingo, 30 de junho de 2013

Platina


Símbolo: Pt
Massa atômica: 195,08
Número atômico: 78
Ponto de fusão: 2041,15 K (1.768,4 ºC)
Ponto de ebulição: 4098 K (3825 ºC)
Densidade: 21,4 g/cm³
Ano da descoberta: 1735
Autor da descoberta: Antonio de Ulloa
Origem do nome: Espanhola: Platina
Significado: Pequena prata
Utilidades: Odontologia, cunha para fundição de vidro, joias, tratamento de tumores, etc.

Características:
A platina apresenta-se em estado sólido à temperatura ambiente; quando puro apresenta coloração branca acinzentada opaca. É um metal precioso, maleável, dúctil e resistente à corrosão.

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Paládio


Símbolo: Pd
Massa atômica: 106,42
Número atômico: 46
Ponto de fusão: 1828,05 K (1.554 ºC)
Ponto de ebulição: 3236 K (2927 ºC)
Densidade: 12 g/cm³
Ano da descoberta: 1804
Autor da descoberta: William H. Wollaston
Origem do nome: Referente ao asteroide Palas, descoberto na mesma época.
Significado:       –  
Utilidades: Catalisador para gás de escape, odontologia, etc.

Características:
O paládio é um metal branco prateado, denso, parecido com a platina; não muda de cor em contato com o ar e é um dos elementos mais raros, tanto livre como combinado. Em temperatura ambiente absorve hidrogênio até 900 vezes o seu volume. Não se oxida com o ar, é macio e dúctil, quando aquecido, aumentando sua dureza e resistência quando trabalhado a frio.  

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)

Oxigênio


Símbolo: O
Massa atômica: 15,9994
Número atômico: 8
Ponto de fusão: 50,35 K (-218,4 ºC)
Ponto de ebulição: 90,18 K (-182,96 ºC)
Densidade: 1,104 g/cm³
Ano da descoberta: 1774
Autores da descoberta: Carl Wilhelm Scheele, Joseph Prisstley e Antoine Lavoisier.
Origem do nome: Grega: Oxýs genes; Francês: Oxigene
Significado: Gerador de ácidos; princípio purificador.
Utilidades: Preparação de aço, purificação de água, areia, água, cimento, etc.

Características:
O oxigênio é um gás incolor (azul em estado líquido e sólido), insípido, inodoro, não combustível e pouco solúvel em água. Está presente em 20% da atmosfera terrestre e é um dos elementos mais importantes da química orgânica, fazendo parte do ciclo energético dos seres vivos, principalmente da fotossíntese, ao transformar os nutrientes extraídos das plantas em energia intracelular.    

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tomás Antônio Gonzaga


Tomás Antônio Gonzaga nasceu na cidade do Porto em 1744, sendo filho de pai brasileiro e mãe descendente de ingleses. Veio para o Brasil com oito anos de idade, com o pai, que tinha sido nomeado ouvidor-geral de Pernambuco e depois intendente-geral do ouro na Bahia. 

Voltou para Portugal com dezessete anos, onde estudou na Universidade de Coimbra, formando-se Bacharel no ano 1768. Exerceu o cargo de juiz-de-foro do Beja, e em 1782 foi transferido para o Brasil como ouvidor e procurador de defuntos e ausentes, capelas e resíduos de Vila Rica, onde começou a fazer parte dos poetas da escola mineira. 

Por aquele tempo conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas, de dezesseis anos, de quem ficou noivo, tendo ele mais de quarenta anos de idade. No ano 1786 foi nomeado desembargador da Relação da Bahia, ficando no cargo até o mês de abril de 1789, quando se licenciou para se casar, no final de maio. Antes do casamento, foi denunciado por Joaquim Silvério dos Reis como um dos chefes do movimento de independência do Brasil, chamado “Inconfidência Mineira”. Foi então preso no dia 21 de maio de 1789 e levado para a Ilha das Cobras, saindo de lá em maio de 1792 para cumprir sua sentença de dez anos de degredo em Moçambique. 

Partiu para Moçambique sem se despedir de sua noiva, no dia 23 de maio daquele ano. Lá, exerceu funções públicas e a advocacia, tornando-se afamado. No ano 1793 casou-se com dona Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de abastado comerciante.    

Mesmo casado, não esqueceu sua noiva, escrevendo em sua homenagem o poema “Marília de Dirceu”. Tomás usou o pseudônimo de Dirceu e chamou sua noiva, Maria Doroteia, de Marília. Escreveu ainda uma ode à aclamação de dona Maria I, e um tratado de Direito Natural. Também atribuem a ele a autoria das “Cartas Chilenas”, sátira publicada com o pseudônimo de Critilo. 

Ainda exerceu o cargo de procurador da Coroa e da Fazenda, e um ano antes de falecer foi nomeado juiz de Alfândega. Tomás Antônio Gonzaga faleceu no dia 9 de abril de 1812, sem ter retornado ao Brasil. 

Bibliografia: 
ENCICLOPÉDIA Delta Larousse. Vol. 6, págs. 3245 a 3246. Rio de Janeiro, Delta S.A., 1967. 
ENCICLOPÉDIA Brasileira Globo. 13ª ed. Vol. VII. Porto Alegre, Globo, 1974. 
ROSA, Prof. Ubiratan. Moderna Enciclopédia Brasileira. Vol. 2, pág. 325. São Paulo, G. Lopes Ltda., 1979. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)

Tiradentes


Joaquim José da Silva Xavier nasceu no ano 1746, no sítio Pombal, de propriedade do seu pai, em São João D’El-Rei, Minas Gerais. Era filho do português Domingos da Silva dos Santos e da brasileira Antônia da Encarnação Xavier. Seu pai foi almotacé e vereador da câmara da Vila de São José, hoje cidade de Tiradentes, nos anos 1755 e 1756. 

Tiradentes frequentou a escola em São João D’El-Rei e recebeu algumas instruções do seu irmão, o padre Domingos da Silva Xavier. Ficou órfão de mãe em 1755 e de pai entre os anos 1757 ou 1761. Foi então criado pelo seu padrinho, o cirurgião Sebastião Ferreira Leitão, que talvez tenha lhe ensinado o ofício de dentista e protético, profissão que exerceu muito bem e que lhe causou o apelido de Tiradentes. Exerceu várias outras profissões, como: tropeiro, mascate, tinha alguns conhecimentos de hidráulica e mineralogia, no que foi bem aproveitado quando se tornou alferes no Regimento de Cavalaria Regular de Vila Rica, hoje Ouro Preto, no ano 1780. 

De espírito empreendedor, vivia infeliz com sua situação financeira, pois sempre lhe negavam promoções. Embora fosse feio, de olhos esbugalhados, e desprezado pelos poderosos, era um homem culto para seu tempo, pois tinha noções de inglês e francês, escrevia corretamente e era bem informado sobre a política europeia, especialmente a Independência dos Estados Unidos. 

Foi nomeado, em 1781, comandante da Patrulha do Caminho Novo, estrada que ligava Minas Gerais ao 
Rio de Janeiro, por causa do seu conhecimento em mineralogia. A partir daí, viajando por aquela estrada, revoltou-se com os abusos cometidos pelo governo português contra o povo humilde, durante o governo de Cunha de Menezes. 

No dia 2 de março de 1787 pediu licença do seu cargo e viajou para o Rio de Janeiro com o intuito de conseguir apoio para projetos de canalização das águas dos rios Andaraí e do Maracanã para o centro da cidade, da construção de um trapiche e de um embarcadouro para o gado. Enquanto esperava o despacho para os seus requerimentos, trabalhou como dentista até o ano 1788. Dois dias antes de voltar a Minas Gerais, ele soube da chegada do Dr. José Álvares Maciel, filho do capitão-mor de Vila Rica, vindo da Europa, onde se formara em filosofia e história natural em Coimbra, e passara mais de um ano na Inglaterra estudando química e manufaturas do país. Tiradentes foi então procurá-lo com o intuito de conseguir patrocínio para seus projetos. A conversa entre eles foi em torno de notícias da Europa e da opinião dos países europeus de que o Brasil não se aventurava a separar-se de Portugal, como fez os Estados Unidos, separando-se da Inglaterra, embora o Brasil tivesse muitas riquezas. 

Essa conversa animou Tiradentes a idealizar um levante. Outros encontros com Maciel fizeram com que ele organizasse um plano de independência, juntamente com algumas pessoas influentes. De volta a Minas Gerais, conquistou o apoio do tenente-coronel Francisco de Paula Freire Andrada, que controlava a tropa do Regimento de Cavalaria Regular, onde Tiradentes era alferes. A primeira reunião aconteceu em fins de dezembro de 1788 e contava com a participação do tenente-coronel Francisco de Paula, que cedeu a casa, Tiradentes, Maciel e o padre Carlos Correia de Toledo e Melo, vigário de São João D’El-Rei. 

Houve outras reuniões com mais participantes, para o planejamento da conspiração. O início do levante se daria por ocasião da “Derrama”. Tiradentes, que chamou para si a parte mais arriscada, acordaria a população com a frase “Viva a liberdade!”; o tenente-coronel Francisco de Paula, com o seu regimento, tomaria conta da situação, sob pretexto de manter a ordem. Depois, Tiradentes partiria para Cachoeira, residência do governador, e prenderia o Visconde de Barbacena. 

Tiradentes fazia propaganda dos seus intentos às pessoas que estavam descontentes com a administração portuguesa, e foi assim que a notícia do levante chegou ao conhecimento do coronel Silvério dos Reis, através do sargento-mor Luís Vaz de Toledo Piza, irmão do padre Correia. O coronel Silvério dos Reis resolveu então denunciar os inconfidentes ao Visconde de Barbacena, na esperança de conseguir perdão de grandes dívidas junto à Fazenda Real, o que realmente aconteceu. Essa denúncia ocorreu no dia 15 de março de 1789. Outras denúncias foram feitas pelo tenente-coronel Basílio de Brito e o mestre-de-campo Inácio correia Pamplona. 

Diante desses fatos, o Visconde de Barbacena suspendeu a “Derrama” e mandou que Silvério dos Reis fosse ao Rio de Janeiro avisar o vice-rei, dom Luiz de Vasconcelos de Souza, e seguir Tiradentes, que se encontrava no Rio de Janeiro desde o dia 10 de março de 1789, a fim de saber a resposta dos seus requerimentos sobre seus projetos de canalização dos rios. Sentindo-se vigiado, Tiradentes se refugiou na residência do torneiro Domingos Fernandes Cruz, na Rua dos Latoeiros, no dia 6 de maio. Foi preso no dia 10 de maio do mesmo ano pelo alferes Francisco Pereira Vidigal, acompanhado do sargento José Lopes da Costa e de alguns soldados. 

Além da sua prisão no Rio de Janeiro, houve a prisão em Minas Gerais dos outros conspiradores. Entre os presos havia pessoas influentes na sociedade da capitania, como o desembargador Tomás Antônio Gonzaga, o Dr. Cláudio Manuel da Costa, o cônsul Luís Vieira da Silva, o Dr. Domingos Vidal Barbosa, Álvares Peixoto, Francisco de Paula e os padres Correia e Rollim. Cláudio Manuel da Costa enforcou-se na prisão de Vila Rica. Os outros foram mandados para o Rio de Janeiro. 

Tiradentes foi levado para a fortaleza da Ilha das Cobras, sendo interrogado nos dias 22, 27 e 30 de maio de 1789, sempre negando a existência da conspiração. O quarto interrogatório só foi feito no dia 18 de janeiro de 1790, depois de se terem ouvido mais de cem testemunhas. Quase todos os conjurados presos negaram seus envolvimentos, jogando toda a culpa em Tiradentes que, diante dos fatos, acabou assumindo toda a responsabilidade durante todos os outros nove interrogatórios a que foi submetido entre os dias 15 de abril e 15 de julho de 1791. 

A sentença foi proferida no dia 18 de abril de 1792 e confirmada dois dias depois. Alguns dos conjurados foram condenados ao degredo perpétuo; outros, como Tomás Antônio Gonzaga e Vidal Barbosa, foram condenados ao degredo temporário. A sentença dos sacerdotes permaneceu secreta, mas foram enviados para Lisboa, onde ficaram quatro anos presos na fortaleza de São Luís e depois internados em conventos. 
 A sentença de Tiradentes foi: condenação à forca, depois decapitado e esquartejado, e seus restos mortais seriam expostos em vários lugares. Foi ainda declarado infame, assim como seus filhos e netos; seus bens seriam confiscados e sua casa em Vila Rica derrubada e o terreno salgado, para não serem erguidas quaisquer construções.  

No dia 21 de abril de 1792, num sábado, Tiradentes saiu do edifício da cadeia velha, onde estava preso, entre as oito e nove horas da manhã, rumo ao patíbulo armado no Campo São Domingos. Subindo ao local da forca, foi feita uma alocução pelo Frei José Jesus Maria do Desterro, guardião do convento de Santo Antônio, onde todos rezaram o terço, inclusive o condenado. Ao meio-dia foi enforcado pelo algoz Preto Capitania. Depois, foi-lhe cortada a cabeça, e o corpo dividido em quatro partes que, depois de salgados, foram colocados em altos postes na Estrada de Minas. Sua cabeça chegou a Vila Rica no dia 20 de maio, sendo exposta entre festividades oficiais, num poste de iluminação pública, no centro da Praça Pública, em frente do Palácio dos Governadores, de onde desapareceu em novembro do mesmo ano, numa noite de temporal.  

Bibliografia: 
AB’SABER, Aziz N. Introdução geral: Holanda, Sérgio Buarque de. A época colonial. Vol. 2. Administração, economia, sociedade. Rio de Janeiro, Bertrand, 2000. 
ENCICLOPÉDIA Brasileira Globo. 13ª ed. Vol. XI. Porto Alegre, Globo, 1974. 
ENCICLOPÉDIA de Educação Moral, Cívica e Política. Vol. IV. São Paulo, Michalany, 1971. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)

Eu te chamo, vem!


Eu sei que as luzes embelezam,
Sei que tu tens um lindo olhar;
Teu amor por meus sonhos desliza
E brilha como luzes de néon...

Para que venhas a mim
Hei de brilhar como o cometa Ison
Que virá em breve visitar a Terra;
Vem brilhar em mim...


Eu te chamo, vem!
Vem trazer teu cheiro à minha pele,
Teu aconchego ao meu corpo,
Vem, preciso do teu amor, preciso dele...

Nas madrugadas frias aquecer meu sono,
Durante o dia incentivar meu trabalho;
Eu te chamo, vem!
Quero que sejas meu eterno agasalho...

(Poesia: Eliza Ribeiro Taperoá - PB - Foto: Carlos Diniz - Cabedelo - PB)

Religiões


Admiro todas as religiões, pois elas levam ao mesmo caminho, que é Deus. Não sigo nenhuma, para ter a liberdade de estudar, ouvir e seguir o conselho e o Evangelho de todas. Se me prender a uma, prenderei meu coração a um só ensino, a um só modelo, e o Universo é vasto e diversificado... Creio que Deus não fez o Universo tão grande para deixá-lo vazio; creio que há outras formas de vida em cada grão de areia estelar...

Creio que na imensidão do Universo há um lugar específico chamado Céu, onde Deus mora; um lugar de luz infinita, um lugar de paz, para onde todos nós vamos, quando partimos daqui. Então, não prendo meu coração a nenhum lugar terreno pois sinto falta daquele lugar de luz, para onde irei um dia, pela graça de Deus...

(Texto e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)