sábado, 16 de fevereiro de 2013

Superlativo absoluto sintético de alguns adjetivos:


Ágil - agilíssimo
Agudo - acutíssimo
Amargo - amaríssimo
Áspero - aspérrimo
Amigo - amicíssimo
Agradável - agradabilíssimo
Benéfico - beneficentíssimo
Benévolo - benevolentíssimo
Bom - boníssimo
Célebre - celebérrimo
Cruel - crudelíssimo, cruelíssimo
Capaz - capacíssimo
Difícil - dificílimo
Doce - docíssimo, docilíssimo
Dócil - docílimo
Fácil - facílimo, facilíssimo
Feio - feiíssimo
Feliz - felicíssimo
Feroz - ferocíssimo
Fiel - fidelíssimo
Flexível - flexibilíssimo
Frágil - fragílimo
Geral - generalíssimo
Grande - máximo
Humilde - humílimo
Incrível - incredibilíssimo
Jovem - juveníssimo
Livre - libérrimo, livríssimo
Magnífico - magnificentíssimo
Magro – macérrimo, magríssimo
Manso - mansuetíssimo
Mau - péssimo
Miserável - miserabilíssimo
Negro – negríssimo, nigérrimo
Nobre - nobilíssimo
Notável - notabilíssimo
Perspicaz - perspicacíssimo
Pertinaz - pertinacíssimo
Pervicaz - pervicacíssimo
Pequeno – pequeniníssimo
Pobre - paupérrimo, pobríssimo
Preguiçoso - pigérrimo
Próspero - prospérrimo
Respeitável - respeitabilíssimo
Sábio – sapientíssimo
Sagrado - sacratíssimo
São - saníssimo
Simpático - simpaticíssimo
Terrível - terribilíssimo
Útil - utilíssimo
Veloz - velocíssimo
Voraz - voracíssimo

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Hermes da Fonseca


Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu no dia 12 de maio de 1855 na cidade de São Gabriel, Rio Grande do Sul. De família ilustre, era sobrinho de Deodoro da Fonseca. Passou a infância ema sua cidade natal, já demonstrando interesse pela carreira militar. 

Foi para o Rio de Janeiro onde ingressou na Escola Militar no ano 1871, assentando praça como 1º cadete, sendo aluno de Benjamin Constant. Ao concluir o curso de artilharia, foi nomeado 2º tenente, promovido a 1º tenente no ano 1877. Simpatizante do positivismo, em 1878 foi um dos fundadores do Clube Republicano do Círculo Militar. 

Com o tio participou do movimento da Proclamação da República, como comandante do 2º Regimento de Artilharia, no Rio de Janeiro. No dia 13 de novembro de 1891, esteve ao lado do tio na tentativa de golpe militar executado por Deodoro. 

Durante o governo de Floriano Peixoto mudou-se para a Bahia para dirigir o Arsenal de Guerra. De volta ao Rio, lutou em favor do governo na Revolta da Armada, quando foi promovido a coronel, assumindo o comando do 2º Regimento de Artilharia, mais conhecido como o “Regimento dos Fonseca”, e a Brigada Policial. Foi promovido a general-de-brigada aos quarenta e cinco anos de idade; ainda foi chefe de polícia da capital e comandou a Escola Preparatória e de Tática de Realengo.

No ano 1905 foi promovido a general-de-divisão, quando assumiu o comando do 4º Distrito Militar. Em 1906, já como marechal, assumiu a pasta da Guerra, nomeado pelo presidente Afonso Pena. Nesse período reorganizou o Exército, instituiu o serviço militar, através de lei votada em maio de 1908, e criou a Aviação Militar. 

No ano 1908 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Militar e logo em seguida foi indicado para concorrer à presidência da República, em oposição a Rui Barbosa, saindo-se vencedor depois de árdua campanha. Antes de tomar posse no novo cargo, viajou para a Europa e assistiu a manobras dos exércitos francês e alemão. 

No dia 15 de novembro de 1910 assumiu a presidência da República, num mandato conturbado: enfrentou a Revolta da Chibata, levante de marinheiros que se opunham aos castigos físicos, normas da Marinha; interveio nos estados, para apoiar candidatos leais ao seu governo, intervenção apelidada de “política de salvações”. No ano 1913 enfrentou manifestações populares contra a deportação de sindicalistas, por cumprir a lei que determinava a expulsão do país de estrangeiros envolvidos em greves. Enfrentou também manifestações operárias em vários estados. 

Em 15 de novembro de 1914 deixou a presidência da República, quando se elegeu senador pelo seu estado, mas renunciou ao cargo para viajar pela Europa, de onde retornou no dia 4 de novembro de 1920. Nesse mesmo ano envolveu-se em episódios da campanha presidencial de Epitácio Pessoa, e em 1922 envolveu-se na Revolta do Forte de Copacabana, quando foi preso por seis meses. Em 1923 foi transferido para a reserva com a patente de marechal. 

Hermes da Fonseca mudou-se para sua casa em Petrópolis, onde faleceu no dia 9 de setembro de 1923. Durante seu velório foi visitado por um oficial de justiça com uma intimação para que comparecesse às 17h00 do dia seguinte na 1ª Vara, então Distrito Federal. A intimação foi recebida pelo seu sogro, o Almirante de Tefé. 

Bibliografia: 
OS PRESIDENTES e a República: Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva. 2ª ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro, O Arquivo Nacional, 2003.
ENCICLOPÉDIA Pesquisando na Escola. Vol. 4, pág.15. São Paulo, Ícone, 1988.

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet) 

Henrique Dias


Henrique Dias nasceu possivelmente no ano 1600, na capitania de Pernambuco, e era filho de escravos libertos. 

Quando os holandeses invadiram o nordeste em 1630, Henrique Dias formou um pequeno batalhão de negros e em 1633 alistou-se nas tropas de Matias de Albuquerque para combater os invasores. Matias de Albuquerque concedeu a Henrique Dias o posto de capitão, antes escolhido por seus comandados. No campo de batalha, destacou-se no combate de Igaraçú, sendo ferido por duas vezes. 

Em 1635, com a retirada de Matias de Albuquerque para Alagoas, Henrique Dias caiu prisioneiro dos holandeses, mas logo foi libertado. Voltou ao combate, participando da reconquista de Goiana, e em 1637 participou da batalha de Porto Calvo, sob o comando do índio Poti, batizado com o nome de Antônio Filipe Camarão. Nessa batalha perdeu a mão esquerda, porém continuou na luta depois de alguns curativos. 

Em 1645 participou da Insurreição Pernambucana, contra os holandeses, mesmo sem autorização do rei dom João IV; participou das duas batalhas de Guararapes, saindo-se ferido oito vezes em lutas. Por seu heroísmo, o rei dom João IV concedeu-lhe a patente de mestre-de-campo, o título de Cabo e governador dos Crioulos, Negros e Mulatos do Brasil, o Hábito da Ordem de Cristo e o foro de fidalgo. 

Henrique Dias faleceu em 1662, oito anos depois da expulsão dos holandeses do Brasil, na capitania de Pernambuco, sua terra natal. 

Bibliografia: 
ENCICLOPÉDIA de Educação Moral, Cívica e Política. Vol. IV, págs. 376 a 377. São Paulo, Michalany, 1971. 
ROSA, Prof. Ubiratan. Moderna Enciclopédia brasileira. Vol. I, págs. 213 a 214. São Paulo, G. Lopes Ltda., 1979.  

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A nossa pequenez


O mundo se surpreendeu esta semana: a renúncia do papa Bento XVI e o meteorito que caiu na Rússia e feriu aproximadamente mil pessoas. Os dois acontecimentos que sacudiram o mundo tiveram em comum um detalhe: o divino...

A renúncia do Papa, tida como histórica, teve um tempero místico horas depois quando um raio atingiu o Vaticano... Recado de Deus? O meteorito caído na Rússia mostrou claramente a pequenez humana diante da natureza... Recado de Deus?

A Ciência caducou diante do poder abrasador do que veio do céu e caiu em solo russo, neste dia quinze de fevereiro de dois mil e treze, uma amostra grátis do que pode ocorrer em breve tempo, visto que há uma enorme pedra ameaçando cair sobre o Planeta a qualquer hora, dia ou lugar, sem pedir licença à casa alheia e pronta para destruir qualquer rastro de civilização... 

A fé também se abateu diante do inesperado: a coragem de um homem de se mostrar pequeno diante de suas limitações, demonstrando-se ao mundo incapaz de continuar conduzindo seu imensurável rebanho católico... Um Papa que se fez homem diante de um dos maiores poderes da Terra, que é o poder religioso que representa.

A primeira situação: a renúncia de um Papa, a segunda vez em seis séculos, desafiando a História para mostrar o quanto é pequeno o poder humano; sai um entra outro...

A segunda situação: a invasão de um meteorito nos céus de uma Nação poderosa da Terra, demonstrando que, em relação ao Espaço Sideral, qualquer homem ou nação é apenas um grãozinho de areia, um nada...

Deus, no céu, mostrou seu rosto para a humanidade, esta semana... Mostrou que qualquer homem, por mais poderoso que seja na Terra, é apenas um grão de areia da grande poeira sideral, criada por Ele, o único que realmente pode parar uma pedra colossal que assusta e humilha toda a humanidade!    

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)  

Cúrio


Símbolo: Cm
Massa atômica: 247,0703
Número atômico: 96
Ponto de fusão: 1618 K (1345 ºC)
Ponto de ebulição: 3383 K (3110 ºC)
Ano da descoberta: 1944
Autor da descoberta: Glenn T. Seaborg
Origem do nome: Homenagem ao casal Pierre Curie e Maria Skolodowska Curie
Significado:  –
Utilidades: Elemento radioativo.

Características:
O cúrio é semelhante ao gadolínio, porém com uma estrutura cristalina mais complexa. Tem aparência branco-prateada, maleável e brilha no escuro por causa de sua alta radiatividade. É mais eletropositivo do que o alumínio.  

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet) 

Cromo


Símbolo: Cr
Massa atômica: 51,9961
Número atômico: 24
Ponto de fusão: 2180 K (1907 ºC)
Ponto de ebulição: 2944 k (2671 ºC)
Ano da descoberta: 1797
Autor da descoberta: Nicholas L. Vauquelin
Origem do nome: Grega: Chroma
Significado: Cor
Utilidades: Aço, ferramentas, facas, laser, tinta para camuflagem, etc.  

Características: 
O cromo ou crômio é um metal de transição, duro, frágil, de coloração cinza parecido com o aço, reluzente, e pode ser firmemente polido. Resiste à oxidação e não reage ao ácido nítrico. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet) 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Goya


Francisco José de Goya y Lucientes nasceu no ano 1746, na cidade aragonesa de Fuendetodos, Saragoça. Era de família humilde e desejava ser pintor. Recebeu aulas do professor Luzán, mas em determinado momento abandonou a pintura para ser toureiro. Essa profissão lhe ajudou a conhecer gente importante, lugares diferentes e costumes populares que influiria sua arte. 

Em 1767 viajou para Roma, onde retornou ao trabalho da pintura, quando pintou o retrato do Papa Benedito XIV. Na pintura, foi influenciado pelo pintor francês Louis David, mas essa influência se reteve à política. Também aproveitou a oportunidade para estudar os grandes escritores italianos e aprimorar seus estudos. 

De volta a Saragoça, Goya começou a copiar os retratos de antigos mestres, como os de Velásquez, o que ajudou a conseguir fama em Madri, para onde se mudou. De Velásquez, copiou “As meninas”, “Niño de Vallecas”, “Os Borrachos”, “Esopo”, etc., em água-forte. Genioso, tornou-se amigo dos pintores Maella e Bayeu, ambos formados na escola de Mengs. Depois, tornou-se cunhado de Bayeu quando se casou com sua irmã Josefa Bayeu. 

Ficou mais prestigiado quando recebeu uma encomenda da casa de Osuna para a capela de São Francisco do Borja, na Catedral de Valença. Para a capela pintou duas telas: “O Marquês de Lombay despedindo-se de sua família” e “São Francisco do Borja assistindo um moribundo impenitente”, de características realistas. 
Por causa da amizade com os pintores Maella e Bayeu, Goya foi nomeado pintor do palácio, pelo rei Carlos III, em 1776. Entre os anos 1776 e 1791 pintou numerosos cartões para a Fábrica Real de Tapetes, com motivos populares. Em 1780 foi aceito na Academia de São Bernardo, e sua arte invadiu suntuosos palácios. Nesse período pintou cenas populares, como as touradas e temas históricos e religiosos. 

Em agosto de 1790 viajou para Valença, por causa da saúde frágil de sua esposa que precisava tomar banhos de mar. Naquela cidade pintou o retrato do seu cunhado e pintor Bayeu. De volta a Madri, Goya pintou obras-primas que enriqueceram os museus de Valença, Madri e Paris, além de coleções particulares, igrejas e museus estrangeiros. Destaca-se destas obras os afrescos da ermida de Santo Antônio da Flórida e as “Duas Mayas”, do museu do Prado. Outra obra-prima de Goya foi o retrato do guerrilheiro dom Juan Martín Díaz, pintado em 1812, quando ele visitou Madri em companhia do general britânico Wellington, que também foi retratado. 

Goya pintou uma coleção de oitenta estampas. Alguns trabalhos são geniais, como “Tântalo”, “Que sacrifício”, “Deus a perdoe, era sua mãe”, “Noite má”, etc. Também em sua arte retratou as atrocidades da guerra da independência que assolava o seu país naquele período. O quadro “Os fuzilamentos do 3 de maio” foi um deles. Mesmo sendo patriota, Goya foi exilado em 1814. Foi morar em Bordéus, e, acometido por uma surdez e uma cegueira, faleceu no exílio em 1828. Seus restos mortais foram sepultados, algum tempo depois, na ermida de Santo Antônio da Flórida, em Madri. 

Bibliografia: 
NOVO Tesouro da Juventude. Vol.XII, págs. 259 a 266. São Paulo, Opus, 1980. 
ENCICLOPÉDIA Delta Larousse. Vol.VIII, págs. 4131 a 4132. Rio de Janeiro, Delta S.A., 1967.

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)