quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bário



Símbolo: Ba
Massa atômica: 137,327
Número atômico: 56
Ponto de fusão: 1000 K (727 ºC)
Ponto de ebulição: 2170 K (1870 ºC)
Ano da descoberta: 1808
Autor da descoberta: Humphry Davy
Origem do nome: Grega: Barys
Significado: Pesado, denso
Utilidades: Pigmentos para papel, fogos de artifício, etc.

Características: 
É um elemento metálico semelhante ao cálcio, porém macio. Tem aspecto branco prateado semelhante ao chumbo. Oxida facilmente quando exposto ao ar e é altamente reativo com água ou álcool.
É extraído da barita, que é o sulfato de bário cristalizado. Tóxico, e a maior parte dos seus compostos é venenosa. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Astato


 Símbolo: At
Massa atômica: 209,9871
Número atômico: 85
Ponto de fusão: 575 K (302 ºC)
Ponto de ebulição: 610 K (337 ºC)
Anos da descoberta: 1931  - 1940
Autores da descoberta: F. alliston (Alabama)  e Emílio Gino Segré                                          



Origem do nome: Grega: Astatos
Significado: Instável
Utilidades: Elemento radioativo, só é usado ainda em testes teóricos.

Características:
É um elemento químico altamente radioativo, com caráter mais metálico que o iodo, mais pesado entre os alogênios, e apresenta 5 estados de oxidação: +7, +5, +3, +1 e -1. 
Só existe na crosta terrestre como isótopos radioativos, e é encontrado em minerais de urânio e tório. Foi sintetizado pelo bombardeamento de bismuto com partículas Alfa. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)

domingo, 28 de outubro de 2012

"Olha o passarinho!" - Como surgiu a expressão


No final do século XIX, com o surgimento da fotografia, surgiu também a expressão popular: "olha o passarinho!", que foi um truque dos fotógrafos da época, chamados de retratistas, para atrair a atenção das pessoas, principalmente as crianças. Na ocasião eles colocavam um passarinho numa gaiola em local acima da máquina e diziam a frase para que os fotografados olhassem para a gaiola enquanto fixava a imagem, pois as máquinas fotográficas da época eram lentas e exigiam mais de um minuto para realizar esse trabalho.  

(Texto e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Conto de areia (Clara Nunes)

É água no mar,
É maré cheia, ô,
Mareia ô, mareia.

Contam que toda tristeza que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar;
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia pra gente contar.
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar;
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata,
E as águas de Amaralina eram gotas de luar.

Era um peito só,
Cheio de promessa, era só.

Quem foi que mandou o seu amor
Se fazer de canoeiro!
O vento que rola nas palmas
Arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas de Iemanjá,
E o mestre valente vagueia
Olhando pra areia sem poder chegar.

Adeus, amor,
Adeus, meu amor, não me espera,
Porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora.
Desfia colares de conchas pra vida passar
E deixa de olhar pros veleiros;
Adeus, meu amor, eu não vou mais voltar.

Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou.

Clara Nunes – autores: Romildo/Toninho 
Disco: “Alvorecer” – 1974 – Odeon – SMOFB 3835

Mãe África


No sertão, mãe que me criou
Leite seu nunca me serviu
Preta Bá foi que amamentou
Filho meu e o filho de meu filho.

No sertão, mãe preta me ensinou
Tudo aqui nós que construiu
Filho, tu tem sangue nagô
Como tem todo esse Brasil.

Oiê, pros meus irmãos de Angola, África,
Oiê, pra Moçambique – Congo, África
Oiê, pra toda nação banto, África,
Oiê, do tempo do quilombo, África.

Pelo bastão de Xangô
E o caxangá de Oxalá,
Filho Brasil pede a bênção, Mãe África;
Pelo bastão de Xangô
E o Caxangá de Oxalá,
Filho Brasil pede a bênção de Mãe África.

Clara Nunes - autores: Paulo César Pinheiro/Sivuca
Disco: "Nação" - 1982 - EMI-Odeon - 062 421236

Chegada


Chego.  Bato à porta da tua alma,
E dizes: "entre!"
Entro e te envolvo nos meus suores
Sem meias palavras, pudores;
Entro e caio feito peixe em rio turbulento
Para nadar, nadar rumo ao infinito...

Meu lar agora é outro; meu lar é o teu corpo
E meu espelho é a tua alma.
Teu sorriso límpido me traduz mistérios,
E olha, eu jamais pensei em mistérios...

Sinto teu corpo em mim e vejo tua alma;
Uma luz brilha em teus olhos,
Uma luz que me transporta para outras dimensões...

Minha vida agora é outra; minha vida é tua vida,
E meu caminho é teu caminho;
Assim, agora sou livre, sou feliz...

(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quem me dera (Clara Nunes)


Ai, quem me dera,
Não sei quem eu sou,
E voltar novamente a ser quem era.       (Bis)   Refrão

Voltar ao subúrbio da minha infância
Colhendo pandoca, pião de madeira;
Não há quem sufoque a doce lembrança
De dona Cristina descendo a ladeira...

Ai, quem me dera...

Amarelinha traçada na rua,
Cinema cem réis só na domingueira
E a vida espiando, cismando, guardando
E o tempo aumentando, me dando canseira,
E o tempo aumentando, me dificultou,
Torceu meu destino de toda maneira.
Sei lá de onde vim, sei lá pra aonde vou
Tenho pra morrer uma vida inteira.

Ai, quem me dera...

E me aborrece viver mal assim,
Pois mal se acorda e tem uma barreira
E gente calando, medrando na vida,
Guardando o pião, largando a fieira.
Ai, quem me dera...

Clara Nunes – autores: Maurício Tapajós/ Hermínio Bello de Carvalho
Extraído do CD de Maurício Tapajós "Sobras Repletas"