sábado, 30 de novembro de 2013

Ariranha

Classificação científica:
Reino: Animália
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Mustelidae
Subfamília: Lutrinae
Gênero: Pteromura
Espécie: Pteromura brasiliensis

Características:
A ariranha é parente próximo da lontra (Lutrinae), porém maior. O macho atinge de 1,5 a 1,8 m e a fêmea, entre 1,5 a 1,7 m, sendo que a cauda mede 65 cm. No quesito peso, o macho atinge entre 32 a 45 kg, e a fêmea, entre 22 a 26 kg.

Em sua aparência mostra olhos grandes, orelhas pequenas e arredondadas, patas curtas e espessas e cauda comprida e achatada. Possui dedos ligados por membranas para ajudar na natação; por sinal, é ótima nadadora. Sua pele também é espessa, aveludada e de cor escura, com exceção da garganta, onde há uma mancha branca.

Vive em grupos de 5 a 10 indivíduos, e alimenta-se de peixes, principalmente traíras e piranhas, porém pode caçar pequenos jacarés e até sucuris, além de aves aquáticas e seus ovos e filhotes. Tem seu habitat em rios, lagos, pântanos e regiões úmidas. Faz suas tocas sob as raízes de árvores ribeirinhas.

Atinge a maturidade sexual entre 2 a 3 anos de idade, e apenas a fêmea dominante reproduz. A gestação dura em média 65 a 70 dias, normalmente na estação seca, quando nasce de 1 a 5 filhotes. Por sua vez, os filhotes ficam na toca até os 3 meses, e todo o grupo ajuda em sua criação, até aprenderem a caçar sozinhos.

Vive em cativeiro até os 17 anos e é encontrada na Venezuela, Guiana, Paraguai, Uruguai e Brasil. No Brasil, habita os rios da Amazônia, bacia do Paraguai e Uruguai.   

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB  foto e pesquisa: internet)

Vanádio

Símbolo: V
Massa atômica: 50,9415  
Número atômico: 23
Ponto de fusão: 2183 K (1.910 ºC)
Ponto de ebulição: 3680 K (3407 ºC) 
Densidade: 6,11 g/cm³
Ano da descoberta: 1801
Autor da descoberta: Andrés Manuel del Rio
Origem do nome: Deriva de Vanadis, deusa da mitologia escandinava.
Significado:       – 
Utilidades: Material para construção, motor a jato, catalisador na produção de ácido sulfúrico, etc.

Características:
O vanádio é um metal de transição, mole, dúctil, de cor cinzenta brilhante. Resiste ao ataque das bases e dos ácidos sulfúrico e clorídrico. É obtido através de vários minerais, incluindo o petróleo. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB  foto e pesquisa: internet) 

Urânio

Símbolo: U
Massa atômica: 238,0289  
Número atômico: 92
Ponto de fusão: 1405,3 K (1.132 ºC)
Ponto de ebulição: 4404 K (4131 ºC)
Ano da descoberta: 1789
Autor da descoberta: Martin Heinrich Klaproth
Origem do nome: Homenagem ao astrônomo Frederico Guilherme Herschel, que, em 1781, descobriu o planeta Urano.
Significado:            –  
Utilidades: Material para reator atômico, combustível para reator atômico, bússola giratória, etc.

Características:
O urânio é o último elemento natural da tabela periódica e é muito comum; à temperatura ambiente encontra-se em estado sólido, metálico e radioativo. Quando refinado apresenta-se branco metálico, fortemente eletropositivo, pouco condutor elétrico, maleável, dúctil. Pode sofrer corrosão dos ácidos clorídrico e nítrico. O urânio possui 3 fases:
1 - Pobre: é utilizado em blindagem de tanques de guerra, etc.
2 - Pouco enriquecido - utilizado em combustível em usinas nucleares para geração de energia elétrica.
3 - Altamente enriquecido - para a construção da bomba atômica. 
Os principais produtores de urânio atualmente são: Cazaquistão, Austrália, África do Sul, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto e pesquisa: internet) 

sábado, 23 de novembro de 2013

Como o amanhecer...

Sabe quando você vê sua vida sem interesses? 
Vê o horizonte, vê as pessoas passando...
Nada lhe comove...

Então você diz: preciso mudar!
Passam as horas, os dias, os anos, e nada de mudanças...

Mas um dia você resolve: vou ver o dia amanhecer...
Você passa a noite vendo TV, vai para o Facebook,
Volta para a TV, assiste a filmes o resto da noite...


Quando é 4h30, e o céu começa a clarear,
Abre a porta de casa e vai para a área, sob o assovio dos passarinhos...
Então você vê que é romântico ver o céu mudar de cor... 
E a cantoria dos passarinhos, então...

E você fica olhando o nascente, o clarear do dia chegando,
Galo cantando, passarinhos, gatos passando pela sua calçada...
E quando você avista o Sol, ainda tênue... Hum!

O sono chega, você acha que já amanheceu e vai dormir...

E quando acorda, depois do meio-dia, 
Você sente a sensação dentro de você de que algo mudou lá dentro...
Parabéns!... Você vai começar a viver! 

(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

Deus o fiel guarda dos homens (salmo 121)

Elevo os olhos para os montes:
de onde me virá o socorro?
2 O meu socorro vem do Senhor,
que fez o Céu e a Terra.
3 Ele não permitirá que os teus pés vacilem;
não dormitará  Aquele que te guarda.
4 É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel.
5 O Senhor é quem te guarda;
o senhor é a tua sombra à tua direita.
6 De dia não te molestará o Sol,
nem de noite, a Lua.
7 O Senhor te guardará de todo mal;
guardará a tua alma.
8 O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada,
desde agora e para sempre.

(Texto: Bíblia - foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB) 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pezinhos (Gabriela Mistral)

Pezinhos de criança
Azulados de frio
Como os veem e não os cobrem,
Deus meu!

Pezinhos feridos
Pelas pedras todas,
Ultrajados de neves
E lodos!

O homem cego ignora
Que por onde passais,
Uma flor de luz viva
Deixais;

Que ali, onde colocais
A plantinha sangrante,
O narco nasce mais perfumado.

Sede, posto que marchais
Pelos caminhos retos,
Heroicos como sois
Perfeitos.

Pezinhos de criança,
Duas joinhas sofridas,
Como passam sem ver
As pessoas!

(Poesia: Gabriela Mistral - foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

sábado, 16 de novembro de 2013

Os hunos (Amiano Marcelino - oficial do exército romano)

"Quando ainda muito jovens, fazem-lhes com um ferro profundos ferimentos no rosto, a fim de que as cicatrizes que nele se formarem impeçam a saída do primeiro pelo: envelhecem desfigurados e sem barba. Todos eles têm, aliás, os membros vigorosos  e o pescoço grosso; têm aspecto extraordinário e tão curvado que poderão ser tomados por animais de dois pés ou por esses pilares grosseiramente esculpidos em figuras humanas que se vêem nas bordas das pontes. 


Não têm eles necessidade do fogo nem de comidas temperadas, mas vivem de raízes selvagens e de toda a espécie de carne que comem meio crua, depois de tê-la aquecida levemente sentando-se em cima durante algum tempo quando estão a cavalo. Não têm casas, não se encontra entre eles nem mesmo uma cabana coberta de caniço. Vestem-se de pano ou peles de ratos dos campos; têm apenas uma única roupa e não tiram a túnica senão quando cai em farrapos. Cobrem a cabeça com pequenos bonés caídos com peles de bode. São colados a seus cavalos, que são, na verdade, robustos mas feios; não existe nenhum dentre eles que não possa passar a noite e o dia sobre a montaria; é a cavalo que bebem, comem e, abaixando-se sobre o pescoço estreito do animal, dormem. Nenhum cultiva a terra nem toca mesmo um arado. Sem morada fixa, sem casas, erram por todos os lados e parecem sempre fugir com as suas carriolas. Como animais desprovidos de razão, ignoram inteiramente o que é o bem e o que é o mal; não têm religião, nem superstição; nada iguala a sua paixão pelo ouro."

(Texto - escrito pelo oficial do exército romano Amiano Marcelino - e foto: internet)