sábado, 10 de junho de 2017

Eu, você e a rosa

Eu não era nada sem conhecer você;
Hoje finalmente já posso até dizer 
Ao mundo, a toda gente
Que agora vivo feliz.

Eu, você e a rosa,
Eu você e o amor.
Quando... Quando você está junto de mim
Penso... Penso que um amor tão grande assim
uniu para sempre
Eu, você e a rosa,
Eu você e o amor.

E até que o mundo chegue ao seu final
Ainda estaremos nós:
Eu, você e a rosa  
Juntos e felizes,
Sentindo a beleza de um imenso amor:
Eu você e a rosa.

Canta: Clara Nunes
Compositores: Pace/Panzeri/Brinnit – versão: Geraldo Figueiredo 
Disco: 1967

Eu preciso de silêncio: letra - Música de Clara Nunes

Ouça! Eu preciso de silêncio
E mereço algum respeito,
Pois me sinto no direito
De poder pedir perdão. 

Seja pra melhor o meu conselho,
Veja nele o meu espelho;
O que digo é do vermelho,
É de lá do coração.

O que importa é que abri a sua porta
E você me recebeu;
Eu andei em linhas tortas,
No seu reino eu fui plebeu.

Por amor a gente chora,
Pensa até que já morreu;
De repente chega a hora
E se vive no apogeu.

É essa hora,
É a hora mais formosa
Que a gente pode ter;
Só o relógio não dá bola,
Bota o tempo pra correr.

Apesar daquela história
De que quem parte dá adeus,
Sempre existe a meia-volta;
Quando o amor vier é pra valer. 

Canta: Clara Nunes
Compositores: Ivan Lins/Ronaldo Monteiro de Souza
Disco: Clara Nunes – 1973
Odeon SMOFB 3767

Eu e o Rio: letra - Música de Clara Nunes

Rio, caminho que anda,
E vai resmungando, talvez, uma dor.
Ah! Quantas pedras levaste
Outras pedras deixaste
Sem vida e amor?

Vens lá do alto da serra,
Do ventre da terra, rasgando sem dó.
Eu também venho do amor
Com o peito cansado de dor e tão só.

Não viste a flor se curvar,
Teu corpo beijar e ficar lá pra trás;
Tens a mania doente
De andar só pra frente,
Não voltas jamais.

Rio, caminho que anda,
O mar te espera, não corras assim;
Eu sou o mar, que espero
Alguém que não corre pra mim.

Canta:Clara Nunes 
Compositor: Luiz Antônio (música não gravada por Clara, cantada em rádio em 1960).

Estrela guia: letra - Música de Clara Nunes

Ah! A estrela guia vai romper
E alguém no povo vai nascer
E o nosso tempo de chorar
Vai se acabar.

Ah! E as ruas vão resplandecer
Todos os ranchos vão descer
E as grandes marchas vão voltar
Pra se cantar.

E sob os céus do país
Não lutaremos jamais
E esse será o mais feliz
Dos carnavais.

Vão se calar os fuzis
Vão se beijar os casais
Pela esperança de um povo em paz.  

Canta: Clara Nunes
Compositores: Sivuca/Paulo César Pinheiro
Disco: Brasil mestiço – 1980
EMI-Odeon 062 421207 

Estranho amor: letra - Música de Clara Nunes

Estranho amor, regressaste;
Eu te aceito
E novamente o silêncio entre nós foi desfeito;
Vinhas buscar em meus braços
A ternura de outrora.

Estranho amor vingativo
Que me consome e devora;
Estranho amor, regressaste;
Eu te aceito,
Pois minhas noites são longas
E os meus dias são vazios;
Perto de ti sofro muito,
Longe de ti sofro mais;
Somos iguais:
Vivemos do ódio e do amor. 

Canta: Clara Nunes
Compositores: Garoto/David Nasser
Disco: A voz adorável de Clara Nunes – 1966
Odeon – MOFB 3455  

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Estrada do sol: letra - Música de Clara Nunes

É de manhã,
Vem o Sol, mas os pingos da chuva
Que ontem caiu
Ainda estão a brilhar,
Ainda estão a bailar
Ao vento alegre que me traz essa canção! 

Quero que você me dê a mão
Que eu vou sair por aí
Sem pensar no que foi que sonhei,
Que chorei, que sofri,
Pois a nossa canção já me fez esquecer!
Me dê a mão,
Vamos sair pra ver o Sol!

Canta: Clara Nunes
Compositores: Dolores Duran/Tom Jobim
Disco: Brasileiro profissão esperança – 1974
Odeon SMOFB 3838

Esse meu cantar: letra - Música de Clara Nunes

Vem de lá, de muito longe
Esse meu cantar.                     (Bis)
Vem lá das ruas desertas, dos bares noturnos,
Do jeito cansado, do corpo marcado
De quem já apanhou de aroeira. 

Eu sou o filho mais moço
Do pai que de morto
Me deixou a rua pra eu ver o desgosto
No rosto de quem vive na poeira. 

Quieto, deixa isso de lado
E vamos indo em frente
Que a cavalo dado não se olha o dente;
Resta finalmente um tempo pra cantar
Um samba rasgado, um samba dolente
Que nos feriados não vai trabalhar.

Vem de lá, de muito longe
Esse meu cantar.                    (Bis)

Canta: Clara Nunes
Compositor: João Nogueira
Disco: Alvorecer - 1974 
Odeon – SMOFB 3835