Êê, êê, favela,
Teu nome na vida do samba
Não pode morrer! (Refrão)
Êê, êê favela!
A infância tão bela que tive não posso esquecer.
Ê favela! (Refrão)
Quanto tempo importante passei por aqui, aqui,
A barreira surgiu, mas me fiz superar
Nosso amor esperança retorna a fluir, fluir,
Quando grito teu nome pro povo cantar e recordar.
Tanta gente importante passou por aqui, aqui,
E eu criança no canto querendo chegar, chegar;
De repente me vejo envolvido assim, assim,
Evocando teu nome nesse meu cantar.
Pois teu nome não esqueço
Te dedico meu apreço nesses versos que te fiz, que te fiz,
Pois favela és o berço do samba que te ofereço;
Desse samba és a raiz.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Jaime/Candeia
Disco: Esperança – 1979
EMI-Odeon 062 421168
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É doce morrer no mar,
Nas ondas verdes do mar.
Saveiro partiu de noite, foi;
Madrugada não voltou.
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou.
É doce morrer no mar,
Nas ondas verdes do mar.
Nas ondas verdes do mar, meu bem,
Ele se foi afogar;
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá.
É doce morrer no mar,
Nas ondas verdes do mar.
Canta: Clara Nunes
Compositores: Dorival Caymmi/Jorge Amado
Disco: Clara Nunes – 1973
Odeon – SMOFB 3767
Ê, ê, ê baiana, baianinha (Refrão)
Baiana boa,
Gosta do samba, gosta da roda
E diz que é bamba.
Olha toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta do samba
Ela quer rebolar.
Clara Nunes – autores: Fabrício da Silva/Baianinho/Ênio Santos Ribeiro/Miguel Pancrácio
Disco: Clara Nunes – 1971
Odeon – MOFB 3667
Amanhã há de ser outro dia,
Amanhã há de ter alegria,
Amanhã, quando a flor se abrir no jardim,
Amanhã, quando o Sol despontar
Pelas praias sem fim.
Amanhã, dia de esperança,
A tristeza será só lembrança;
Amanhã, um futuro de paz vai nascer
E a tristeza da dor não será;
Amanhã outro dia há de ser.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Jorge Smera
Disco: A voz adorável de Clara Nunes – 1966
Odeon – MOFB 3455
Não, não é mole, não,
Acordar segunda-feira
Pra tentar ganhar o pão,
Não é mole, não. (Bis)
Às cinco horas começa o relógio a tocar, tocar,
E as crianças começam a me preocupar:
Olhe o leite, olhe o pão,
Olhe o arroz, olhe o feijão,
Olhe a hora;
Se você demora o trem pode passar.
Nessa vida indefinida
Não consigo me encontrar
Eu só quero uma vida melhor
Pra poder descansar.
É pau duro, minha gente,
A vida do trabalhador;
Osso duro no presente,
Futuro não tem não, senhor. (Bis)
Não, não é mole não,
Acordar segunda-feira
Pra tentar ganhar o pão. (Bis)
Lá no subúrbio a gente costuma passar, passar
Certos apuros que é triste até de comentar:
Tanta fila, confusão,
Quase sempre sinto a mão
Cutucando meu bolso vazio
Tentando arrumar.
Nessa vida indefinida
Não consigo me encontrar
Desse jeito não existe cristão que possa suportar.
É pau puro minha gente,
A vida do trabalhador,
Osso duro no presente,
Futuro não tem não, senhor. (Bis)
Canta: Clara Nunes
Compositores: Candeia/Jaime
Disco: Brasil Mestiço – 1980
EMI-Odeon 062 421007
A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu.
Canta: Clara Nunes
Compositor: Chico Buarque
Disco: Você passa eu acho graça – 1968
Odeon – MOFB 3557
Já vieste derramando lágrimas
Jurei não mais te perdoar
Voltas agora arrependida
Cansaste de te enganar
Eu sempre disse que a vida
Bem caro ia te cobrar.
Sem mágoas pelo pranto que chorei
Jamais terás o mundo que te dei
A tua maldade fez meu sofrimento
Tenho a liberdade de sorrir do teu lamento
A chama do amor já se apagou
Nem as cinzas o meu coração guardou.
Clara Nunes – autores: Alvarenga/O Samba Falado/Délcio Carvalho
Disco: Clara - 1981
EMI-Odeon 062 421224