Em pleno julho uma tarde de Sol,
Como só o Nordeste pode ter;
As árvores da praça quase não balançam,
E o silêncio nela impera,
Apenas rompido pelo riso de algumas crianças
Que jogam futebol na calçada da rua...
Na Igreja agora toca-se o sino,
Mas pouca gente comparece para a missa...
Taperoá, às vezes, é assim:
Triste, silenciosa,
Como esta tarde que nunca passa...
(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)
sábado, 14 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Evangelho de Mateus, 24: 42 - 44:
42 Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.
43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.
44 Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.
(MT, 24: 42 - 44)
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Ptolomeu
Cláudio Ptolomeu nasceu no alto Egito por volta do ano 100 da era cristã, e viveu quase toda a sua vida na cidade de Alexandria. Ainda menino estudou as obras de Hiparco de Niceia, um matemático e astrônomo grego que viveu no século II a.C.
Homem inteligente e estudioso, Ptolomeu deixou grandes realizações no estudo da astronomia, geografia, física, matemática e música. Destacou-se em astronomia aperfeiçoando as teorias de Hiparco e organizou a astronomia de sua época. Durante muitos anos de estudos, observações e cálculos, ele escreveu 13 volumes da obra “Composição matemática”, que marcou a Antiguidade. Nela expôs a “Teoria do Sistema Geocêntrico”, segundo a qual o Sol, os planetas e as estrelas girariam em torno da Terra, que seria um ponto fixo no centro do Universo. Essa teoria só foi superada já nos séculos XVI e XVII, com a “Teoria Heliocêntrica”, de Copérnico, afirmando que a Terra, os planetas e as estrelas girariam em torno do Sol, o centro do Universo. Mesmo assim, muitos cálculos das obras de Ptolomeu eram exatos e foram aproveitados nos tempos seguintes.
Escreveu ainda outra importante obra, intitulada “Guia Geográfico”, escrita no século I, somente impressa no ano 1472. Era composta de 8 volumes e uma coleção de 12 mapas, sendo que um dos mapas representava o mundo da sua época e os outros 26 detalhavam diferentes regiões. Por causa disso, Ptolomeu foi o autor do primeiro Atlas universal de que se tem notícia.
Um dos mapas foi elaborado a partir de informações de viajantes e mercadores romanos, onde não aparece a América, além de mostrar a Índia como uma ilha e o oceano Índico um mar fechado ao sul e oeste por uma massa de terra. Em outras partes o mapa continha acertos: na região mediterrânea, a maior parte da África Setentrional e a Europa. Além disso, outra informação equivocada foi a diminuição da circunferência da Terra em 30%. Com essa informação Colombo achava que a China ficava perto da Europa.
Cláudio Ptolomeu faleceu no ano 168 d.C..
Outras obras de Ptolomeu:
“Tratado de Astrologia”, “Tábua cronológica”, “Harmônica”, sobre a teoria matemática dos sons usados na música grega; “Óptica”, “Tetrabíblia”, “Fases das estrelas fixas”, etc.
Bibliografia:
ENCICLOPÉDIA Semanal Ilustrada Conhecer. Vol. 7, fascículo 95, pág. 1613. São Paulo, Abril, 1966.
ENCICLOPÉDIA Delta Larousse. Vol. X, pág. 5549. Rio de Janeiro, Delta S.A., 1967.
ENCICLOPÉDIA Brasileira Globo. 13ª ed. Vol. IX. Porto Alegre, Globo, 1974.
domingo, 8 de setembro de 2013
Thomas Graham
Thomas Graham nasceu no dia 20 de dezembro de 1805, em Glasgow, Escócia. Seu pai era grande comerciante que desejava ver o filho na carreira eclesiástica, mas ele se interessou pelas disciplinas científicas, quando foi estudar no Royal Technical College, de Glasgow.
Tendo como um dos seus professores o afamado professor de química Thomas Thompson, levou-o a se interessar pela matéria, que já se destacava pelo seu desenvolvimento. Inconformado pela escolha de Graham, seu pai deixou de ajudá-lo, o que o obrigou a trabalhar como professor de matemática e química.
Por esse tempo montou um pequeno laboratório de pesquisas. Em 1825 publicou os resultados de suas primeiras experiências sobre a absorção de gases pelos líquidos. Em 1829 ocupou o cargo de professor de química do Mechanical Institute de Glasgow e, no ano seguinte, lecionou a mesma matéria na Universidade de Edimburgo.
Em 1835 comunicou à Royal Society de Edimburgo a conclusão dos seus estudos e experimentos sobre a difusão dos gases, cuja lei ganhou seu nome. Em 1837 publicou o trabalho intitulado “Modificações do ácido fosfórico”, onde demonstrou que os três ácidos conhecidos (metafosfórico, ortofosfórico e pirofosfórico) apresentam estruturas moleculares distintas: HPO3, H3PO4 e H4P2O7. Descobriu que cada um dos três ácidos tem uma basicidade própria, estabelecendo o conceito de ácidos polibásicos.
No mesmo ano assumiu a cátedra de química no University College de Londres e começou a publicar a obra didática “Elementos de Química”, sendo bem aceita nos meios universitários europeus. Publicou vários trabalhos sobre a difusão dos líquidos, sobre a pressão osmótica e sobre as “falsas soluções”, as suspensões coloidais. Depois de estudar a difusão dos líquidos através de uma membrana permeável, descobriu que todas as substâncias podiam ser divididas em duas grandes classes: os cristaloides e os coloides. Era o início da química coloidal, em 1861.
Em 1855 Graham foi nomeado chefe da Casa da Moeda, cargo que ocupou até a morte, ocorrida em 11 de novembro de 1869, em Londres.
Bibliografia:
ENCICLOPÉDIA Conhecer Universal, págs. 1614 a 1615. São Paulo, Abril, 1982.
ENCICLOPÉDIA Brasileira globo. 13ªed. Vol. V. Porto alegre, globo, 1974.
(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Dromedário
Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodoctyla
Subordem: Tylopoda
Família: Camelidae
Gênero: Camelus
Espécie: C.dromedarius
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodoctyla
Subordem: Tylopoda
Família: Camelidae
Gênero: Camelus
Espécie: C.dromedarius
Características:
O dromedário é um mamífero nativo da região nordeste da África e da parte ocidental da Ásia. Ele se distingue do camelo bactriano, nativo da Ásia Central, por possuir apenas uma corcova, enquanto o camelo possui duas.
A corcova, por sua vez, é composta de gordura acumulada pelo animal no período de abundante alimentação, e não de água, como diz uma lenda popular. A água desse animal é acumulada na corrente sanguínea, onde os glóbulos vermelhos aumentam até 250% o seu volume para reservá-la.
Sua pelagem é esparsa e suave que permite refrigeração, em cores que variam do bege-claro, branco-sujo ao castanho-escuro. Suas patas possuem base larga com uma área que impede o animal de se enterrar na areia, e seus longos cílios protegem seus olhos de tempestades de areia. Por ser herbívoro, o dromedário se alimenta de ervas, capim e vegetais.
A fêmea atinge a maturidade sexual aos 3 anos, e os machos, aos 6. A gestação do dromedário fêmea dura 13 meses, quando nasce apenas 1 cria. O adulto pode medir até 2,80 metros de altura e pesar 750 kg. Anda em trote balançado e atinge uma velocidade de até 15 km/h, chegando a percorrer 160 km por dia.
Extinto na natureza, o dromedário é domesticado em vários países, com uma previsão de vida de até 40 anos.
(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)
Silício
Símbolo: Si
Massa atômica: 28,0855
Número atômico: 14
Ponto de fusão: 1687 K (1.414 ºC)
Ponto de ebulição: 3538 K (3265 ºC)
Densidade: 2,33 g/cm³
Ano da descoberta: 1823
Autor da descoberta: Jöns Jacob Berzelius
Origem do nome: Latina: Sílex
Significado: Pedra dura
Utilidades: Chip eletrônico, célula solar, areia, vidro, cimento, concreto, etc.
Massa atômica: 28,0855
Número atômico: 14
Ponto de fusão: 1687 K (1.414 ºC)
Ponto de ebulição: 3538 K (3265 ºC)
Densidade: 2,33 g/cm³
Ano da descoberta: 1823
Autor da descoberta: Jöns Jacob Berzelius
Origem do nome: Latina: Sílex
Significado: Pedra dura
Utilidades: Chip eletrônico, célula solar, areia, vidro, cimento, concreto, etc.
Características:
O silício é o 2º elemento mais abundante da crosta terrestre, entre 26 a 28% de sua composição; no espaço há 1 átomo de silício para cada 30.000 átomos de hidrogênio, e no mar, apenas 3 g de silício por litro. Apenas os compostos de silício são encontrados na natureza, como arenitos, argila e granito. É essencial na grande maioria das rochas que formam a crosta terrestre, praticamente presente em toda a areia, rocha, barro, solo, águas naturais, atmosfera, muitas plantas, esqueletos e tecidos fluidos de muitos animais. Encontra-se em estado sólido à temperatura ambiente, apresenta cor cinza azulada escura, e em sua forma cristalina é muito duro, pouco solúvel, com brilho metálico. Relativamente inerte e resistente à ação da maioria dos ácidos e reage com os halogênios e álcalis. Transmite mais de 95% dos comprimentos de onda das radiações infravermelhas. Age inversamente de outros metais, pois ele se derrete quando esfria (fusão reversa).
(Texto: Eliza Ribeiro - foto e pesquisa: internet)
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Placas tectônicas
Placas tectônicas são grandes blocos que compõem a camada sólida da Terra (litosfera) que sustentam os continentes e oceanos. Estão sempre em movimento, impulsionadas pelo magma incandescente do interior do planeta. Empurram-se e afastam-se umas das outras, afundando alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre. A palavra tectônica vem do grego tektoniké, que significa a arte de construir; cada vez que as placas se encontram grande quantidade de energia, equivalente a milhares de bombas atômicas, se acumula em suas rochas e é liberada em forma de terremotos, normalmente nas bordas das placas. Já nos limites dos blocos que sustentam os oceanos a trombada das placas pode originar vulcões, quando montanhas de rochas derretidas sobem pelas fendas entre as placas.
Lembrete: A Litosfera terrestre possui cerca de 150 km de espessura, numa distância de 6.371 até o centro da Terra.
As dez principais placas tectônicas da Terra:
Placa do Pacífico - é uma placa oceânica, com 70 milhões de km²; está em constante movimento no Havaí, onde o magma sobe e cria ilhas vulcânicas. Ao encontrar-se com a placa da Filipinas, ela se afunda, numa região chamada "Fossa das Marianas", onde o oceano atinge sua maior profundidade: 11.034 metros.
Placa de Nazca - Situada ao leste do oceano Pacífico, possui 10 milhões de km²; todo ano perde cerca de 10 cm resultante das trombadas com a placa Sul-americana, que, por ser mais leve, desliza por cima dela, gerando vulcões e elevando mais as montanhas nos Andes.
Placa Sul-americana - Situada na América do Sul, com 32 milhões de km²; no centro ela mede 200 milhões de km de espessura e na borda com a placa africana os terrenos mais jovens não passam de 15 km. O Brasil está no meio dessa placa, o que diminui os efeitos de terremotos e vulcões.
Placa da América do Norte e do Caribe - Possui 70 milhões de km², e engloba toda a América do Norte e Central. Num de seus limites está a falha de San Andreas, famosa por grandes terremotos, e seu deslocamento em relação à placa do Pacífico provoca uma fronteira turbulenta.
Placa da África - situada no meio do Oceano Atlântico, uma falha submersa abre caminho para o magma do manto inferior, fazendo com que esse bloco se afaste progressivamente da placa Sul-americana com que formava um continente há 135 milhões de anos e cresça de tamanho. Atualmente possui 65 milhões de km².
Placa da Antártica - Esse bloco dá suporte à Antártida e a uma parte do Atlântico Sul, num total de 25 milhões de km². Sua parte leste estava junto da Austrália, África e Índia, quando, há 200 milhões de anos, se chocou com placas menores que formava o lado leste.
Placa Indo-australiana - Com 45 milhões de km² esse bloco sustenta a Índia, Austrália, a Nova Zelândia e a maior parte do Oceano índico. Ruma velozmente para o norte e se choca com o subcontinente indiano e a Ásia, e sua borda nordeste bate na placa das Filipinas, criando novas ilhas.
Placa Eurasiática-ocidental - Com uma área de 600 milhões de km², sustenta a Europa, parte da Ásia, do Atlântico norte e do Mar Mediterrâneo. Na trombada com a placa Indo-australiana nasceu o Himalaia, no Sul da Ásia, que abriga mais de cem montanhas com mais de 7 mil metros de altitude.
Placa Eurasiática Oriental - Possui 40 milhões de km², e se movimenta para o leste, chocando-se com a placa das Filipinas e com a do Pacífico, na região onde se situa o Japão.
Placa das Filipinas - Possui 7 milhões de km²; concentra em seus limites quase a metade dos vulcões ativos do planeta. Colide com a placa Eurasiática Oriental, causando grandes terremotos e erupções vulcânicas.
(Foto e pesquisa: internet)
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