quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

José Bonifácio


José Bonifácio de Andrada e Silva nasceu em Santos, capitania de São Paulo, no dia 13 de junho de 1763. Era filho de Bonifácio José de Andrada, um coronel de milícias, e de dona Maria Bárbara da Silva, sendo a família muito ilustre em São Paulo. 

Seus estudos iniciais foram feitos com seu pai, que reconheceu nele um menino intelectualmente elevado. Aos quatorze anos de idade transferiu-se para São Paulo, para estudar filosofia, retórica, latim e francês. Aos dezesseis anos, após concluir o curso de humanidades (atual ensino médio), viajou para Portugal, onde estudou na universidade de Coimbra. Formou-se em ciências físicas e naturais em 1786, filosofia e direito em 1787, recebendo o diploma de bacharel em leis e filosofia. Estudou também matemática e mineralogia, além de ser escritor e poeta, usando o pseudônimo de Américo Elísio. Descobriu 4 minerais e descreveu 8 variedades conhecidas, sendo o mineral andradita, uma variedade da granada, nome em homenagem a ele. Entendia 11 línguas e falava 6. 

Em 1790 iniciou uma viagem pela Europa, visitando a Inglaterra, França, Itália, Suécia e Noruega, escrevendo memórias científicas sobre suas observações. Em 1800 regressou a Portugal, sendo nomeado intendente-geral das minas, desembargador honorário da Relação do Porto e professor de metalurgia na universidade de Coimbra. 

Em 1807 ingressou na política e carreira militar, assumindo o comando do Batalhão Acadêmico para lutar contra forças napoleônicas que invadiram Portugal, e ele lutou bravamente para expulsar os franceses. Mais tarde, quando os invasores foram expulsos de Portugal, José Bonifácio foi nomeado intendente de polícia do Porto. Insatisfeito com o cargo, voltou ao Brasil em 1819. 

No Brasil, assumiu a vice-presidência da Junta Governativa de São Paulo, que junto com as outras juntas governativas do país apoiavam as cortes de Lisboa. Com o cargo, teve a oportunidade de ser amigo do príncipe-regente dom Pedro I.

Percebendo que as cortes de Lisboa queriam que o Brasil retornasse à condição de colônia, depois que dom João VI voltou para Portugal, José Bonifácio organizou uma lista com milhares de assinaturas para que dom Pedro I continuasse aqui no Brasil, visto que as cortes de Lisboa também exigiam a volta do príncipe a Portugal.   

Com a histórica decisão de dom Pedro I ficar no Brasil, José Bonifácio foi nomeado ministro do Reino e Negócios Estrangeiros, o que na prática seria um primeiro-ministro. No convívio com o príncipe-regente, José Bonifácio passou a aconselhá-lo na separação definitiva de Portugal, o que fez com que dom Pedro I proclamasse a independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822.  

Demitindo-se do cargo de ministro no dia 26 de outubro de 1822, por divergências com o príncipe, reassumiu o cargo quatro dias depois, porém se afastou definitivamente no dia 16 de julho de 1823, fazendo oposição a dom Pedro I, tanto na Assembleia Constituinte como na imprensa, até que em novembro do mesmo ano a Assembleia foi dissolvida e José Bonifácio e os seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco foram presos e exilados, deixando em andamento um plano de desenvolvimento do Brasil que incluía a gradual abolição da escravatura, implantação da Siderurgia, incentivo à migração e a mudança da capital para o planalto goiano. 

Foi viver na França até o ano de 1829, quando voltou ao Brasil, reatando a amizade com dom Pedro I. Em abril de 1831, quando o príncipe abdicou do trono brasileiro, nomeou José Bonifácio como tutor dos seus 4 filhos que aqui ficaram: as princesas dona Januária, dona Paula, dona Francisca e o futuro imperador do Brasil, dom Pedro II, então com 5 anos de idade. 

Com o início do período regencial, José Bonifácio se indignou com as agitações que assolavam o país, e por isso liderou um movimento pela volta de dom Pedro I ao trono brasileiro, sendo demitido da tutoria em dezembro de 1833, quando foi preso. Absolvido pelo júri, retirou-se da política e da vida pública, indo viver confinado em sua casa na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, chegando a falecer ali no dia 6 de abril de 1838, aos 75 anos de idade. Seus restos mortais hoje repousam em um grande monumento, na cidade de Santos, São Paulo, onde nasceu. 

Epitáfio que pediu em vida: 
“Eu desta glória só fico contente 
que a minha terra amei e a minha gente”.  

Pensamentos de José Bonifácio:
 * A liberdade é um bem que não se pode perder.
* Os brasileiros são capazes de grandes ações, contanto que elas não exijam atenção acurada. 
* Homens que da sua terra não saem são navios que acabam no estaleiro: errando por este mundo, se aprende a não errar.   
* Sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça; e sem estas filhas do céu não há, nem pode haver brio, força e poder entre as nações. 

Bibliografia: 
CURSO de Estudos Sociais Integrado. 22ª ed., vol. III, págs. 354 a 355. São Paulo, Michalany, 1981. 
ROSA, Prof. Ubiratan. Moderna Enciclopédia Brasileira. Vol. I, pág. 59. São Paulo, G. Lopes Ltda., 1979. 
ENCICLOPÉDIA Brasileira Globo. 13ª ed. Vol. X. Porto Alegre, globo, 1974. 
   
(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

João Goulart


João Belchior Marques Goulart nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul, no dia 1º de março de 1919. Filho de estancieiro, ele era o mais velho de oito irmãos. Estudou Humanidades em Porto Alegre, e em 1935 matriculou-se na Faculdade de Direito da capital gaúcha, onde concluiu o curso em 1939. Sempre se envolveu com os negócios da família, principalmente depois da morte do pai, em 1943, quando assumiu a responsabilidade de administrar uma propriedade de 14.000 hectares e cerca de 30.000 cabeças de gado. 

Casou-se com Maria Teresa, 20 anos mais jovem que ele, com quem teve os filhos Denise e João Vicente.  
Amigo do presidente Getúlio Vargas, iniciou sua carreira política no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo seu fundador em São Borja, no ano 1946, e em seguida presidente do diretório do Rio Grande do Sul entre os anos 1950 e 1954. 

Em 1946 elegeu-se deputado estadual, ficando no cargo até o ano 1950; no ano seguinte elegeu-se deputado federal, mas licenciou-se para assumir a Secretaria do Interior e da Justiça do Rio Grande do Sul, permanecendo no cargo até o ano 1952.  Foi novamente deputado federal, ocupando o cargo entre os anos 1952 e 1953. Depois, assumiu o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio do governo Getúlio Vargas, e a presidência nacional do seu partido (PTB), onde ocupou o cargo desde o ano 1952 até 1964. 

Candidatou-se ao Senado Federal, mas foi derrotado; foi vice-presidente da República no governo de Juscelino Kubitschek, sendo reeleito em 1960 pela chapa de oposição a Jânio Quadros. Com a renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, “Jango”, como era mais conhecido, deveria assumir a presidência da República, mas estava ausente do país, em visita à China Continental. As Forças Armadas então solicitaram ao Congresso Nacional o impedimento de sua posse, por sua simpatia aos comunistas, o que gerou uma crise político-militar. Mesmo assim, Jango assumiu o poder no dia 7 de setembro de 1961. 

O Brasil tornou-se então um regime parlamentarista, e Tancredo Neves seu primeiro-ministro. O primeiro gabinete parlamentarista foi formado em 8 de setembro de 1961, com representantes de todos os partidos, mas em 6 de janeiro de 1963, com plebiscito antecipado, os brasileiros votaram pela volta do presidencialismo. 

No dia 31 de março de 1964 irrompeu no país um grande movimento político-militar contra seu governo, acusado de irregularidades. Foi forçado a deixar a capital federal, contra a qual marchavam forças de guarnição dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.  

Abandonando o poder, João Goulart viajou de avião para o Rio Grande do Sul, a fim de resistir ao golpe, contando com o apoio militar do seu estado. Sem conseguir esse apoio, exilou-se em Montevidéu. Foi então convidado pelo presidente da Argentina, Juan Domingos Perón, para morar em Buenos Aires. Faleceu no dia 5 de dezembro de 1976, em Mercedes, Argentina, vitimado por um ataque cardíaco.  Atualmente há uma investigação a respeito de sua morte, com a suspeita de que tenha sido envenenado por comprimidos contrários aos que tomava para o coração. Está sepultado em São Borja.   

Bibliografia: 
ROSA, Prof. Ubiratan. Moderna Enciclopédia Brasileira. Vol. II, pág. 6. São Paulo, G. Lopes Ltda., 1979. 
OS PRESIDENTES e a República: Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva. 2ª ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro, O Arquivo Nacional, 2003.  

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

João Figueiredo


João Batista de Oliveira Figueiredo nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de janeiro de 1918. Era filho de Euclides de Oliveira Figueiredo e de Valentina Silva Oliveira Figueiredo. Iniciou sua carreira militar em fins do ano de 1928, quando obteve o primeiro lugar no concurso para o Colégio Militar de Porto Alegre. Em seguida, estudou na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, na escola de aperfeiçoamento de Oficiais da Armada, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e na Escola Superior de Guerra.  

Participou da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional do governo Jânio Quadros. Participou do golpe militar de 1964, quando foi nomeado diretor da agência do Serviço Nacional de Informações (SNI), no Rio de Janeiro, ficando no cargo entre os anos 1964 a 1966. Em seguida foi comandante da Força Pública de São Paulo, ficando no cargo até 1967; depois, foi chefe do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda-Dragões da Independência no período de 1967 a 1969 e chefe do III Exército, em 1969. Foi chefe do Gabinete Militar do governo Médici entre 1969 e 1974; foi depois ministro-chefe do SNI no governo Geisel, de 1974 a 1979, e promovido a general-de-exército em 1977. 

Como general-de-exército, foi escolhido pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), como candidato à presidência da República, sendo eleito pelo Colégio Eleitoral como presidente do Brasil no dia 15 de outubro de 1978, com a promessa de “a mão estendida em conciliação”. Tomou posse do cargo em 15 de março de 1979.  

Como presidente, discursou na ONU em 27 de setembro daquele ano, criticando os altos juros praticados pelos países ricos que sacrificavam o desenvolvimento dos países pobres. Antes, em agosto, foi aprovada a Lei de Anistia, que beneficiou presos políticos e parlamentares cassados em 1964, o que permitiu a volta de exilados ao país. Em novembro, foi aprovada a Nova Lei Orgânica dos partidos, que extinguiu o bipartidarismo, decretando o fim da Arena e do MDB, e consentiu o pluripartidarismo, que permitiu o surgimento de diversos partidos, com o PMDB (partido do Movimento Democrático Brasileiro), o PP (Partido Popular), o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), PT (Partido dos Trabalhadores), PDS (Partido Democrático Social), etc. Ainda em novembro foi aprovado o projeto que permitiu eleições diretas para governadores de estado e o fim do senador biônico. 

Em 1980, apesar da abertura do regime, houve vários atentados à bomba em bancas de jornal que vendiam periódicos de esquerda; em agosto, cartas-bombas foram enviadas à Câmara Municipal do Rio de Janeiro e ao presidente da OAB, que ocasionaram a mutilação do funcionário José Ribamar, da Câmara, e a morte da secretária Lídia Monteiro da Silva, da OAB. No ano seguinte ocorreu o caso do Riocentro, no Rio de Janeiro, quando duas bombas explodiram perto do lugar onde acontecia um show comemorativo do Dia do Trabalho, resultando na morte de dois militares do CODI do I Exército, que ficaram como os principais suspeitos do atentado, mas que foram inocentados.  

No plano econômico, em 1979 o presidente Figueiredo congelou as importações do petróleo e criou o Conselho Nacional de Energia, incentivou o Proálcool e assinou contratos de risco entre empresas estrangeiras para a prospecção de petróleo em todo o país.  

No ano seguinte, enfrentou uma paralisação dos metalúrgicos do ABC paulista, por quarenta e um dias, que resultou em demissões, confrontos com a polícia e o Exército, intervenção em sindicatos, prisões e enquadramento dos líderes na Lei de Segurança Nacional (LSN). Em 1981 houve a reunião da primeira Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat) e dois anos depois foi criada a CUT (Central Única dos Trabalhadores). 

Em novembro do ano seguinte foram realizadas eleições diretas para o Congresso Nacional e os governos estaduais. Em 1983 formou-se uma frente única, reunindo partidos e entidades de oposição em campanha pelas “Diretas Já”, mas a emenda das diretas, de autoria de Dante de Oliveira, do PMDB, foi derrotada na Câmara em abril de 1984. Em janeiro de 1985, Tancredo Neves e José Sarney foram eleitos indiretamente pelo Colégio eleitoral, como presidente e vice-presidente da República, derrotando os candidatos do governo, Paulo Maluf e Flávio Marcílio. 

João Batista de Figueiredo deixou a presidência da República no dia 15 de março de 1985. Seu falecimento ocorreu no dia 24 de dezembro de 1999, no Rio de Janeiro. 

Bibliografia: 
OS PRESIDENTES e a República: Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva. 2ª ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro, O Arquivo Nacional, 2003. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Jânio Quadros


Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 25 de janeiro de 1917. Ainda jovem mudou-se com a família para São Paulo, onde fez os estudos secundários no Colégio de São Joaquim, de Lorena, e no Arquidiocesano, da capital. Em 1935 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde concluiu o curso jurídico em 1939. Exerceu o magistério, lecionando no Colégio Dante Alighieri e outros colégios paulistas. 

Iniciou sua carreira política em 1948, como vereador pelo município de São Paulo; em 1951 elegeu-se deputado estadual, e em 1953 elegeu-se prefeito da capital paulista pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Em 1955 já era governador do Estado, mandato que cumpriu até o ano 1959. 

Eleito deputado federal pelo estado do Paraná, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), viajou pela Europa e Ásia, quando visitou o Japão e a Rússia. Em 1960 foi eleito presidente da República, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN), tendo como vice o candidato da oposição João Goulart. Foi o primeiro presidente a tomar posse em Brasília, no dia 31 de janeiro de 1961. 

Durante sua gestão criou os ministérios das Minas e Energia e da Indústria e Comércio. Desvalorizou o cruzeiro em 100% e reduziu os subsídios às importações de vários produtos, como o trigo e a gasolina, para incentivar as exportações brasileiras, plano aprovado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Essas medidas provocaram a elevação dos preços dos transportes e do pão, prejudicando a população pobre. Proibiu o uso do lança-perfume e o uso de biquínis nas praias do Rio de Janeiro. 

Na política externa adotou uma postura independente, aproximando-se, com acordos comerciais e culturais, de vários países do pós-guerra, o que provocou desconfiança de setores que apoiavam um alinhamento automático com os Estados Unidos e condecorou o ministro da Economia cubano Ernesto Che Guevara, com a Ordem do Cruzeiro do Sul. 

Enfrentando pressões internas e externas, inesperadamente Jânio Quadros renunciou ao seu mandato presidencial no dia 25 de agosto de 1961, dia da comemoração do Soldado. Como o seu vice-presidente estava ausente do país, assumiu a presidência da República o deputado Pascoal Ranieri Mazzili. 

Em 1962 candidatou-se ao governo do estado de São Paulo, mas foi derrotado. Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos caçados por dez anos, porém continuou fazendo discursos políticos até ser preso por quatro meses, em Corumbá (MTS); depois, viajou para o exterior. 

Escreveu, em seis volumes, a “História do povo brasileiro”, com a colaboração de Afonso Arinos de Melo Franco e Canuto Mendes de Almeida; “Novo dicionário da língua portuguesa”, com a colaboração de Ubiratan Rosa. 

Retornou à vida pública após a anistia, quando se candidatou em 1982, sem sucesso, ao governo do estado de São Paulo, mas em 1985 elegeu-se prefeito da cidade de São Paulo, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Jânio Quadros faleceu em São Paulo no dia 16 de fevereiro de 1992.  

Bibliografia: 
ROSA, prof. Ubiratan. Moderna Enciclopédia Brasileira. Vol. III, pág. 521. São Paulo, G. Lopes Ltda., 1979. 
CARVALHO, Geraldo Magela de. Atlas Ecos de Biografias, págs. 58 a 59. João Pessoa, Ecos, 1977. 
OS PRESIDENTES e a República: Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva. 2ª ed. revista e aumentada. Rio de Janeiro, O Arquivo Nacional, 2003. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Asteroide 2012 da14

Este texto está sendo criado agora, diferente da Terra, criada há pelo menos 4,5 bilhões de anos... O que importa o tempo, se ele não para para nos orientar, nos abençoar, ou até nos maldizer?... O tempo corre sem antes ou depois... Houve realmente um começo, uma explosão? Que importa se houve um começo e haverá um fim?...

O que importa é que a vida existe e palpita em todos os cantos, em todos caminhos, em todos os buracos... O que importa é que eu existo e conheço o Sol nascente, o azul do céu, a chuva, os pássaros que minha vista alcança...

A curiosidade sobre o início do Universo não cansa quem procura jogar xadrez... Nada entendo de xadrez, mas quem diz "cheque-mate" ganha o jogo... É assim, mesmo? Só que até agora ninguém disse "cheque-mate" sobre o início do Universo... Diz-se por aí que no princípio era algo do tamanho de uma cabeça de alfinete que foi se enchendo de gases e poeira até... Pum!... Explodir e encher os espaços com planetas redondinhos por aí girando em órbitas certinhas nascidas ao acaso e em torno de estrelas... 

Que  importa como surgiu o Universo?... Como foi, meu Deus, que apareceu aquele universinho tão pequenininho que um dia explodiu e se transformou nesse Universão? Até com enfeites, tipo poeiras cósmicas, asteroides e cometas de todo tipo e tamanho, viajando por aí e visitando a Terra de vez em quando como para dizer: "Qualquer hora te pego" ou: "Ai, se eu te pego"!  

"Ui, que medo"! Certamente suspiraram esses dias em si mesmos os sábios da Terra quando olharam atônitos e vencidos esses asteroides viajantes celestiais, que nos visitaram, mas em suas entrevistas para o povão disseram apenas: "Sabíamos que eles vinham e que não ameaçavam a vida no Planeta!" Um, pequenininho, bem pequenininho, caiu na Rússia mas não feriu mortalmente ninguém, apenas um mil e duzentas pessoas se feriram pelos estilhaços de vidros quebrados pelo barulhão que fez o bendito quando rompeu a barreira do som...

Ora, os sábios da Terra estão satisfeitos, pois agora vão "estudar" os pedaços do asteroidezinho russo... Quem sabe antes da próxima visita asteroidiana eles não inventam um protetor terrestre para salvar a pele dos terráqueos, coitadinhos, tão indefesos? Ora, eles têm de justificar os milhões que ganham... Se são dólares, euros, reais... Os milhinhos ficam para as galinhas... Digo... povinho...  

(Texto: Bete Diniz - Taperoá - PB - Foto: internet)          

Infante dom Henrique


O infante dom Henrique nasceu na quarta-feira de cinzas do ano 1394, na cidade do Porto, Portugal, e era filho do rei dom João I. 

Quando Portugal tomou Ceuta aos muçulmanos do norte da África, ele sentiu a necessidade de descobrir novos caminhos para a Índia, contornando a costa da África, já que a rota comercial das especiarias, joias e tecidos do Oriente, e ouro, prata e marfim da África era feita através de Alexandria ou Constantinopla, monopolizada por Gênova e Veneza. 

Tímido, quase não frequentava a corte, preferindo refugiar-se em seu castelo no Promontório de Sagres. Dizem que permaneceu virgem por toda a vida, para melhor se dedicar à astronomia. Em seu castelo costumava reunir sábios de vários lugares da Europa, entre cartógrafos, astrônomos e marinheiros. Dessas reuniões desenvolveu a caravela e vários aparelhos de navegação. Com seus recursos, reuniu marinheiros para se aventurarem pelo Mar Oceano, atual oceano Atlântico. Religioso, em 1420 foi nomeado dirigente da poderosa Ordem de Cristo.    

A partir do ano 1420 os barcos portugueses financiados por dom Henrique lançaram-se ao mar desconhecido, costeando a África, em viagens temidas pelos marinheiros, pois se acreditava que no mar aberto existiam monstros e serpentes gigantes. 

A expansão marítima portuguesa prosperou a partir do ano 1434, quando Gil Eanes ultrapassou numa barca o temido cabo Bojador, tido como o fim do mundo. A partir daí Portugal descobriu as ilhas de Cabo Verde, ilha da Madeira e dos Açores. O retorno financeiro só ocorreu a partir do ano 1444, quando se descobriu terras habitadas e cerca de 200 africanos foram capturados e vendidos como escravos em Portugal, inaugurando o lucrativo comércio de escravos africanos. Depois veio o comércio das especiarias, ouro, prata e marfim. 

Religioso, dom Henrique tencionava levar a fé católica para os habitantes das terras descobertas. Contava com o apoio do papa Nicolau V, que em 1454 expediu uma bula concedendo ao infante e ao rei Afonso V direitos sobre os mares e as terras descobertas ou a descobrir até a Guiné.

Em 1460, pouco antes de morrer, doou à Ordem de Cristo os direitos padroados na Guiné, nas ilhas da Madeira e Porto Santo, nas ilhas Terceira e Graciosa, nas igrejas de Ceuta, Alcácer Geguer, Restelo e Vila do Infante, nas ilhas São Miguel e Santa Maria. Ao mesmo tempo tentou deserdar seu filho adotivo, o infante dom Fernando, e transferir a herança e os títulos para o sobrinho dom Afonso V. Porém, todos os bens de dom Henrique já estavam prometidos ao infante dom Fernando, que os recebeu após o seu falecimento, ocorrido no mesmo ano de 1460.       

Bibliografia: 
ENCICLOPÉDIA de Educação Moral, Cívica e Política. Vol. IV. São Paulo, Michalany, 1971. 
REVISTA Veja ano 33 – nº 17. 
MICELI, Paulo. Dom Henrique: entre o mar e as estrelas. História Viva, 5(55): 18-22, 2008. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Isaac Newton


Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, interior da Inglaterra, no dia 25 de dezembro de 1642. Perdeu o pai, pequeno proprietário rural, dois meses antes do seu nascimento. Com o apoio de sua mãe, aos 19 anos ele foi para o Trinity College de Cambridge. Para se sustentar na faculdade, fazia trabalhos domésticos para seus colegas. 

Aluno pouco brilhante, interessou-se pela leitura de “Os princípios da filosofia”, de Descartes, e o “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”, de Galileu, com o incentivo do seu professor de matemática. Já nessa época formulou o seu “Binômio de Newton”. Quando estava no 4º ano da faculdade, voltou para sua aldeia por dois anos, porque a universidade fechou diante de epidemia de peste bubônica que assolava a Europa. Foi em sua aldeia que descobriu a lei da composição da luz e a lei da gravitação universal, lei que descobriu quando descansava embaixo de uma macieira e uma maçã caiu em sua cabeça. Na época ele tinha 24 anos de idade. Quando passou a epidemia da peste, voltou à Universidade de Cambridge, mas já como professor de matemática, cargo que ocupou por 27 anos. Continuando suas experiências, ele construiu telescópios de refração, com os quais observou satélites de Júpiter; descobriu várias leis da mecânica racional, inventou o cálculo infinitesimal, aperfeiçoou a fabricação de lentes e espelhos, etc. 

No ano 1672 tornou-se membro da Royal Society, onde apresentou o livro “Nova teoria sobre a luz e a cor”; o livro que mais influenciou a humanidade foi “Princípios matemáticos de filosofia natural”, em 1687. Em 1704 publicou o livro “Óptica”. Ganhou muito dinheiro na bolsa de valores usando o cálculo das probabilidades, e acumulou a fortuna de 32 mil libras esterlinas. Por causa disso, a rainha Ana nomeou-o diretor da Casa da Moeda, onde realizou um importante trabalho no fortalecimento da moeda inglesa e na recuperação do crédito nacional. Em 1705 a rainha Ana concedeu-lhe o título de “Sir”, tornando-o nobre.  

Foi eleito duas vezes membro do Parlamento, presidente vitalício da Royal society, que congregava grandes pensadores da época, e foi sócio da Academia francesa de Ciências. 

Com dados matemáticos e estudos bíblicos, previu o fim do mundo para o ano 2060. Em 1725 foi acometido por uma pneumonia e depois, gota, chegando a falecer dois anos depois, no dia 20 de março de 1727. Com funerais grandiosos, foi enterrado na Abadia de Westminster, destinada a reis, rainhas e heróis ingleses. 

O poeta A. Pope escreveu na lápide de Newton o seguinte epitáfio: 
“Nature and nature’s laws lay hid in night. 
God said, let Newton be! And all was light!”
(“A natureza e as suas leis jazem ocultas na noite.
Deus disse: Que Newton exista! E tudo se fez luz”.). 
Em Cambridge foi-lhe erguida uma estátua com os dizeres: “Ultrapassou os humanos pelo poder do seu pensamento”. 

Bibliografia:
ENCICLOPÉDIA Ilustrada Semanal Conhecer. Vol. 1, fascículo 2, pág.32. São Paulo, Abril, 1966. 
ENCICLOPÉDIA Brasileira Globo. 13ªed. Vol.VIII. Porto Alegre, globo, 1974. 
CHASSOT, Attico. A ciência através dos tempos. São Paulo, Moderna, 1994.  

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)