Eu vou-me embora
Pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola
Bisneto de Quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho o meu candongueiro. (Refrão)
No cativeiro
Quando estava capiongo
Meu avô tocava jongo
Pra poder se segurar, oi
A escravaria
Quando ouvia o candongueiro
Vinha logo pro terreiro
Para saracotear.
Meu candongueiro
Bate jongo dia e noite
Só não bate quando o açoite
Quer mandar ele bater, oi
Também não bate
Quando seu dinheiro manda
Isso aqui não é quitanda
Pra pagar e receber.
Meu candongueiro
Tem mania de demanda
Quem não é da minha banda
Pode logo debandar, oi
Pra vir comigo
Tem que ser bom companheiro
Ser sincero e verdadeiro
Pra poder me acompanhar.
Autores: Wilson Moreira/Nei Lopes
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon 062 421096
quarta-feira, 2 de março de 2016
Canção de sorrir e de chorar: Letra - Música de Clara Nunes
Sorri... Eu sorri
Quando o seu coração se uniu ao meu
E o seu olhar, seu pensamento bom
Veio também.
Criei um mundo então só pra nós dois,
Meu bem.
Chorei... Eu chorei
Quando senti a dor da ingratidão do seu olhar
Senti seu pensamento me abandonar
Chorei ao ver morrer todo sonho bom
Que sonhei, que sonhei.
Autor: Tito Madi
Disco: A voz adorável de Clara Nunes – 1966
Odeon MOFB 3455
Quando o seu coração se uniu ao meu
E o seu olhar, seu pensamento bom
Veio também.
Criei um mundo então só pra nós dois,
Meu bem.
Chorei... Eu chorei
Quando senti a dor da ingratidão do seu olhar
Senti seu pensamento me abandonar
Chorei ao ver morrer todo sonho bom
Que sonhei, que sonhei.
Autor: Tito Madi
Disco: A voz adorável de Clara Nunes – 1966
Odeon MOFB 3455
Canaviá: Letra - Música de Clara Nunes
Eu fui num samba
Pra não sambar
Mas quando eu vi Madalena
Eu fiquei por lá. (Refrão)
Seu gingado faceiro, viola ê
Seu tamanco ligeiro, viola a
Seu sorriso encantado, viola ê
Seu moreno queimado, viola a.
Cadê você? Os canaviá
Eu vou pra lá, os canaviá
O lê lê lê, os canaviá
O lá lá lá, os canaviá.
Olha a cana madura, os canaviá
Pra fazer rapadura, os canaviá
Olha a cana de vez, os canaviá
Pra fazer molho inglês, os canaviá.
Autores: Antônio Carlos/Jocafi
Disco: alvorecer – 1974
Odeon - SMOFB 3835
Pra não sambar
Mas quando eu vi Madalena
Eu fiquei por lá. (Refrão)
Seu gingado faceiro, viola ê
Seu tamanco ligeiro, viola a
Seu sorriso encantado, viola ê
Seu moreno queimado, viola a.
Cadê você? Os canaviá
Eu vou pra lá, os canaviá
O lê lê lê, os canaviá
O lá lá lá, os canaviá.
Olha a cana madura, os canaviá
Pra fazer rapadura, os canaviá
Olha a cana de vez, os canaviá
Pra fazer molho inglês, os canaviá.
Autores: Antônio Carlos/Jocafi
Disco: alvorecer – 1974
Odeon - SMOFB 3835
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Brasil mestiço santuário da fé: Letra - Música de Clara Nunes
Vem desde o tempo da senzala
Do batuque e da cabala
O som que a todo povo embala – (Bis)
É o samba
É o ponto de umbanda
É o tambor de Luanda
É o maculelê e o lundu
É o jongo e o caxambu
É o cateretê, é o coco e o maracatu
O atabaque do caboclo, o agogô de afoxé
É a curimba do batucajé
É a capoeira e o candomblé
É a festa do Brasil mestiço, santuário da fé.
E aos sons a palavra do poeta se juntou
E nasceram as canções
E os mais belos poemas de amor
Os cantos de guerra e os lamentos de dor.
E pro povo não desesperar
Nós não deixaremos de cantar
Pois esse é o único alento do trabalhador.
Desde a senzala...
Autores: Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro
Disco: Brasil Mestiço – 1980
EMI-Odeon – 062 421207
Do batuque e da cabala
O som que a todo povo embala – (Bis)
É o samba
É o ponto de umbanda
É o tambor de Luanda
É o maculelê e o lundu
É o jongo e o caxambu
É o cateretê, é o coco e o maracatu
O atabaque do caboclo, o agogô de afoxé
É a curimba do batucajé
É a capoeira e o candomblé
É a festa do Brasil mestiço, santuário da fé.
E aos sons a palavra do poeta se juntou
E nasceram as canções
E os mais belos poemas de amor
Os cantos de guerra e os lamentos de dor.
E pro povo não desesperar
Nós não deixaremos de cantar
Pois esse é o único alento do trabalhador.
Desde a senzala...
Autores: Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro
Disco: Brasil Mestiço – 1980
EMI-Odeon – 062 421207
Bela cigana: Letra - Música de Clara Nunes
Anda retira de cima esse manto de medo
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão,
Lhe ensinar beber água na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanhã novo Sol vai nascer.
É, nessa vida ninguém foge porque tem medo
É justamente o contrário, medrou quem fugiu.
Vai, meu irmão,
Rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo me darás razão.
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama,
De vida e de morte no fundo do olhar.
Leu minha mão, rezou e levou meu dinheiro,
Mas a tal cigana não sabe, talvez,
Tirou meu veleiro do fundo do mar.
Clara Nunes – participação: João Nogueira
Autores: Ivor Lancellotti/João Nogueira
EMI-Odeon – 062 421236
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão,
Lhe ensinar beber água na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanhã novo Sol vai nascer.
É, nessa vida ninguém foge porque tem medo
É justamente o contrário, medrou quem fugiu.
Vai, meu irmão,
Rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo me darás razão.
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama,
De vida e de morte no fundo do olhar.
Leu minha mão, rezou e levou meu dinheiro,
Mas a tal cigana não sabe, talvez,
Tirou meu veleiro do fundo do mar.
Clara Nunes – participação: João Nogueira
Autores: Ivor Lancellotti/João Nogueira
EMI-Odeon – 062 421236
Basta um dia: Letra - Música de Clara Nunes
Pra mim basta um dia
Não mais que um dia
Um meio-dia
Me dá só um dia
Eu faço desatar a minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura, se ama, se tortura, se tritura, se atura e se cura a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia: um dia pra aplacar minha agonia e toda a sangria
Todo o veneno de um pequeno dia, só um santo dia
Pois se beija, se maltrata, se come, se mata, se arremata, se acata, se trata a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia, viu?
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda sangria
Todo veneno de um pequeno dia...
Autor: Chico Buarque
Disco: Canto das três raças – 1976
EMI-Odeon – XSMOFB 3915
Não mais que um dia
Um meio-dia
Me dá só um dia
Eu faço desatar a minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura, se ama, se tortura, se tritura, se atura e se cura a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia: um dia pra aplacar minha agonia e toda a sangria
Todo o veneno de um pequeno dia, só um santo dia
Pois se beija, se maltrata, se come, se mata, se arremata, se acata, se trata a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia, viu?
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda sangria
Todo veneno de um pequeno dia...
Autor: Chico Buarque
Disco: Canto das três raças – 1976
EMI-Odeon – XSMOFB 3915
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Banho de manjericão: Letra - Música de Clara Nunes
Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado.
E eu vou bater na madeira três vezes
Com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo d’água no canto da porta
Vela acesa e uma pimenteira no portão.
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Esperança – 1979
EMI-Odeon 062 421168
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado.
E eu vou bater na madeira três vezes
Com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo d’água no canto da porta
Vela acesa e uma pimenteira no portão.
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Esperança – 1979
EMI-Odeon 062 421168
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