Vem desde o tempo da senzala
Do batuque e da cabala
O som que a todo povo embala – (Bis)
É o samba
É o ponto de umbanda
É o tambor de Luanda
É o maculelê e o lundu
É o jongo e o caxambu
É o cateretê, é o coco e o maracatu
O atabaque do caboclo, o agogô de afoxé
É a curimba do batucajé
É a capoeira e o candomblé
É a festa do Brasil mestiço, santuário da fé.
E aos sons a palavra do poeta se juntou
E nasceram as canções
E os mais belos poemas de amor
Os cantos de guerra e os lamentos de dor.
E pro povo não desesperar
Nós não deixaremos de cantar
Pois esse é o único alento do trabalhador.
Desde a senzala...
Autores: Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro
Disco: Brasil Mestiço – 1980
EMI-Odeon – 062 421207
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Bela cigana: Letra - Música de Clara Nunes
Anda retira de cima esse manto de medo
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão,
Lhe ensinar beber água na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanhã novo Sol vai nascer.
É, nessa vida ninguém foge porque tem medo
É justamente o contrário, medrou quem fugiu.
Vai, meu irmão,
Rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo me darás razão.
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama,
De vida e de morte no fundo do olhar.
Leu minha mão, rezou e levou meu dinheiro,
Mas a tal cigana não sabe, talvez,
Tirou meu veleiro do fundo do mar.
Clara Nunes – participação: João Nogueira
Autores: Ivor Lancellotti/João Nogueira
EMI-Odeon – 062 421236
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão,
Lhe ensinar beber água na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanhã novo Sol vai nascer.
É, nessa vida ninguém foge porque tem medo
É justamente o contrário, medrou quem fugiu.
Vai, meu irmão,
Rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo me darás razão.
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama,
De vida e de morte no fundo do olhar.
Leu minha mão, rezou e levou meu dinheiro,
Mas a tal cigana não sabe, talvez,
Tirou meu veleiro do fundo do mar.
Clara Nunes – participação: João Nogueira
Autores: Ivor Lancellotti/João Nogueira
EMI-Odeon – 062 421236
Basta um dia: Letra - Música de Clara Nunes
Pra mim basta um dia
Não mais que um dia
Um meio-dia
Me dá só um dia
Eu faço desatar a minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura, se ama, se tortura, se tritura, se atura e se cura a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia: um dia pra aplacar minha agonia e toda a sangria
Todo o veneno de um pequeno dia, só um santo dia
Pois se beija, se maltrata, se come, se mata, se arremata, se acata, se trata a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia, viu?
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda sangria
Todo veneno de um pequeno dia...
Autor: Chico Buarque
Disco: Canto das três raças – 1976
EMI-Odeon – XSMOFB 3915
Não mais que um dia
Um meio-dia
Me dá só um dia
Eu faço desatar a minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura, se ama, se tortura, se tritura, se atura e se cura a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia: um dia pra aplacar minha agonia e toda a sangria
Todo o veneno de um pequeno dia, só um santo dia
Pois se beija, se maltrata, se come, se mata, se arremata, se acata, se trata a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia, viu?
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda sangria
Todo veneno de um pequeno dia...
Autor: Chico Buarque
Disco: Canto das três raças – 1976
EMI-Odeon – XSMOFB 3915
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Banho de manjericão: Letra - Música de Clara Nunes
Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado.
E eu vou bater na madeira três vezes
Com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo d’água no canto da porta
Vela acesa e uma pimenteira no portão.
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Esperança – 1979
EMI-Odeon 062 421168
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado.
E eu vou bater na madeira três vezes
Com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo d’água no canto da porta
Vela acesa e uma pimenteira no portão.
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Esperança – 1979
EMI-Odeon 062 421168
Baianada: Letra - Música de Clara Nunes
Meu samba de roda nasceu
Meu samba de roda nasceu
Em senzala e fundo de quintal
Luanda ê, Luandê, Luanda ê Para ô.
Foi lá no cais da Bahia
Foi lá no cais da Bahia
Que eu conheci Sá Luanda...
Que eu conheci Sá Luanda chorando na beira d’água
O “Seu” João Marinheiro foi pro mar, não voltou
– Camará, de onde é que vem, camará?
– De angola ê, de Angola ê, camará!
Nazaré, onde ele mora?
Nazaré, ó, minha flor!
O moreno foi-se embora do jardim e me deixou.
Nazaré, o que é que eu faço pra esquecer a minha dor?
Se o moreno foi-se embora do jardim e não voltou.
Ei, Nazaré, responde!
Ei, Nazaré, que fiz?
Pra onde foi o moreno
Que eu pergunto e ninguém diz.
Autores: Antônio Carlos/Jocafi
Disco: Alvorecer – 1974
SMOFB 3835
Meu samba de roda nasceu
Em senzala e fundo de quintal
Luanda ê, Luandê, Luanda ê Para ô.
Foi lá no cais da Bahia
Foi lá no cais da Bahia
Que eu conheci Sá Luanda...
Que eu conheci Sá Luanda chorando na beira d’água
O “Seu” João Marinheiro foi pro mar, não voltou
– Camará, de onde é que vem, camará?
– De angola ê, de Angola ê, camará!
Nazaré, onde ele mora?
Nazaré, ó, minha flor!
O moreno foi-se embora do jardim e me deixou.
Nazaré, o que é que eu faço pra esquecer a minha dor?
Se o moreno foi-se embora do jardim e não voltou.
Ei, Nazaré, responde!
Ei, Nazaré, que fiz?
Pra onde foi o moreno
Que eu pergunto e ninguém diz.
Autores: Antônio Carlos/Jocafi
Disco: Alvorecer – 1974
SMOFB 3835
Bafo de boca: Letra - Música de Clara Nunes
Para de beber, compadre,
Meu compadre deixa disso;
Larga essa mulher, mulher de lado,
Lembra do teu compromisso. Refrão
Mas veja só que malandro que tu és
Entrou no artigo dez
Por causa de dois mil réis, compadre;
Minha comadre já ‘tá ficando louca
Com esse teu bafo de boca
E boa coisa não vai dar.
E a tal mulher que anda nos cabarés
Mas essa não paga dez
Só vive trocando os pés, compadre;
Minha comadre diz que a desgraça é pouca
Mas estás marcando touca
E o pau ainda vai rolar.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Claridade – 1975
XSMOFB - 3884
Meu compadre deixa disso;
Larga essa mulher, mulher de lado,
Lembra do teu compromisso. Refrão
Mas veja só que malandro que tu és
Entrou no artigo dez
Por causa de dois mil réis, compadre;
Minha comadre já ‘tá ficando louca
Com esse teu bafo de boca
E boa coisa não vai dar.
E a tal mulher que anda nos cabarés
Mas essa não paga dez
Só vive trocando os pés, compadre;
Minha comadre diz que a desgraça é pouca
Mas estás marcando touca
E o pau ainda vai rolar.
Autores: João Nogueira/Paulo César Pinheiro
Disco: Claridade – 1975
XSMOFB - 3884
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Ave Maria dos Retirantes: Letra - Música de Clara Nunes
É hora em que a morte é certa
Mas ninguém deserta se for pra lutar
No peito, coração aberto,
Esperança perto sem querer chegar
Coragem mansa eu tive até partir
Pra não morrer de morte igual
Fugi e andei
Errando pela vida afora
Sempre indo embora
Dei volta ao mundo
Vim morrer aqui.
Quanta cruz no meu caminho
Falta de Sol, poeira e espinho
Bom Jesus, olhe por mim
Na solidão cansado eu vim.
É hora em que a morte é certa
Mas ninguém deserta se for pra lutar...
Autores: Alcivando Luz/Carlos Coqueijo
Disco: Clara Clarice Clara – 1972
Odeon – MOFB 3709
Mas ninguém deserta se for pra lutar
No peito, coração aberto,
Esperança perto sem querer chegar
Coragem mansa eu tive até partir
Pra não morrer de morte igual
Fugi e andei
Errando pela vida afora
Sempre indo embora
Dei volta ao mundo
Vim morrer aqui.
Quanta cruz no meu caminho
Falta de Sol, poeira e espinho
Bom Jesus, olhe por mim
Na solidão cansado eu vim.
É hora em que a morte é certa
Mas ninguém deserta se for pra lutar...
Autores: Alcivando Luz/Carlos Coqueijo
Disco: Clara Clarice Clara – 1972
Odeon – MOFB 3709
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