quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Paraíba (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira)

Quando a lama virou pedra
E mandacaru secou,
Quando a ribaçã, de sede,
Bateu asa e voou,
Foi aí que eu vim-me embora
Carregando a minha dor.
Hoje eu mando um abraço
Pra ti pequenina!
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô;
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô.

Êta, pau Pereira,
Que em Princesa já roncou
Êta, Paraíba,
Muié macho sim sinhô.
Êta, pau Pereira,
Meu bodoque não quebrou.

Hoje eu mando
Um abraço pra ti, pequenina.
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô,
Paraíba masculina
Muié macho, sim sinhô.

Quando a lama virou pedra
E mandacaru secou
Quando a ribaçã, de sede,
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim-me embora,
Carregando a minha dor.
Hoje eu mando um abraço
Pra ti pequenina.
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô,
Paraíba masculina
Muié macho, sim sinhô.
Êta, êta,
muié macho sim sinhô X2
muié macho macho sim sinhô X2

(Música: Paraíba: Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira - Canta: Luiz Gonzaga.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Bicho preguiça

Classificação científica:
Reino: animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Pilosa
Famílias: Bradypodidae e Megalonychidae
Gêneros: Bradypus (com 3 dedos) e Choloepus (com 2 dedos)
Espécies:
Família Bradypodidae: Bradypus variegatus, Bradypus tridactylos e Bradypus torquatus.
Família Megalonychidae: Choloepus hoffmanni, Choloepus didactylos.

No Brasil encontram-se as seguintes espécies de 3 dedos:
– Preguiça comum (Bradypus variegatus), também encontrada em Honduras, norte da Argentina e florestas brasileiras.
– Preguiça-de-bentinho (Bradypus tridactylos), encontrada também na Venezuela, Bolívia, Rio Orinoco e Guianas.
– Preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), encontrada na Mata Atlântica desde o Rio de Janeiro até o sul da Bahia.          

A preguiça-de-dois-dedos (Choloepus didactylos) é encontrada desde a América Central até São Paulo.
A preguiça-real (Choloepus hoffmanni) é encontrada em florestas tropicais desde a Nicarágua até o Brasil central.

Características:
A preguiça apresenta cor cinza claro com manchas pretas, marrons ou brancas. Abriga em seus pelos algas que servem de alimento para lagartas e alguns tipos de mariposas. Aliás, em se falando de pelos, os da preguiça crescem do ventre para o dorso, que ajuda a escorrer a água do seu corpo, já que ela vive pendurada na copa das árvores a maior parte do tempo de sua vida.

Por ter 8 ou 9 vértebras ela é capaz de girar a cabeça até 270º sem mover o corpo. Possui um movimento muito lento, por isso seu nome justificado, e dorme 14 horas por dia. Tem estômago parecido com os animais ruminantes, dividido em 4 compartimentos, que contém rica flora bacteriana para ajudar numa boa digestão. 

Seus membros são compridos, seu corpo, curto; tem cauda curta e grossa que lhe permite viver pendurada nas folhas das árvores mais altas. Tem dentes sem esmalte, que crescem continuadamente por causa do desgaste, e não tem incisivos, que lhe obriga a comer folhas partindo-as com seus lábios duros.

Tem na camuflagem sua maior defesa, e só desce das árvores 1 vez a cada 7 ou 8 dias para satisfazer suas necessidades fisiológicas. Seus principais predadores, além do homem, são os grandes felinos, aves de rapina e algumas serpentes. Ótima nadadora, dificilmente bebe água, pois aproveita a água dos próprios alimentos que consome. Alimenta-se de folhas novas de árvores como a embaúba, figueira, ingazeira, etc. Tem péssima audição e visão e se orienta pelo olfato.

Tem hábitos noturnos e solitários, pois macho e fêmea só se encontram para o acasalamento. A gestação da preguiça dura em média de 6 a 8 meses, quando nasce apenas um filhote, entre os meses de agosto e setembro, que mede de 20 a 25 cm e pesa de 260 a 320 gramas. Depois de 1 mês o filhote é desmamado, mas fica sob os cuidados da mãe até os 5 meses. Até os 9 meses a mãe o carrega no ventre e nas costas.

A preguiça adulta mede 70 cm de comprimento desde o nariz até a ponta da cauda, pesa até 5 kg e pode viver até 40 anos. 

Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto e pesquisa: internet)

Boto cor-de-rosa

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Inidae
Gênero: Inia
Espécie: I. Geoffrensis
Nome binomial: Inia geoffrensis
 


Características:
O boto cor-de-rosa tem o rosto curto, olhos, corpo e nadadeira dorsal pequenos, nadadeiras peitorais largas, achatadas e flexíveis, dentição do tipo heterodonte. Na parte superior tem a cor cinza, o ventre branco já se assemelhando ao avermelhado.

Pode atingir 2,50 metros de comprimento e pesar 160 quilos. Tem pelos no bico, chamados vibrassas, com funções de tato e direção que ajudam o boto a encontrar comida e a comunicar-se. Nadador lento, atinge até 23 km/h; emite uns gritinhos finos e presta atenção ao eco dos sons na água. Prefere água doce, sendo habitante natural da América do Sul, nas bacias do Orinoco e Amazonas. É mais ativo ao amanhecer e ao ao anoitecer, saltando até 1 metro de altura, e seu mergulho dura de 30 a 40 segundos.

Solitário, só se encontram aos pares para encontrar comida e na época de acasalamento, que ocorre entre outubro e novembro.  A gestação dura 8,5 meses, quando nasce 1 filhote, medindo 80 centímetros, entre os meses maio e junho.


(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto e pesquisa: internet)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A voz de gatos


Segura meu chão

Meu amor,
Segura meu chão
Entre flores perfumosas
Pois meu coração
Anda olhando um certo perfumista...

Escreve poemas de amor em pergaminhos
Pois sou poetisa de encher os olhos de palavras
Que encantam até economistas...

Flauteia para mim valsas caprichosas
Que encham minha alma de desvarios
Por ti, meu apaixonado flautista...

(Poesia: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet) 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pensamento

O dia nasce,
Pássaros cantam, voam dos seus ninhos,
Carros trafegam pelas ruas taperoaenses...

Penso em você, meu bem.
Ainda dorme, já acordou?
Como eu, perambula pela casa ou já toma banho?

O que você faz agora, meu bem:
Toma café com pão ou biscoitos?
Meu amor pensa em mim, ou não?

O pensamento do meu bem viaja para aonde:
Para as asas das garças que cortam os céus
Ou para o balanço da minha rede acolhedora?

(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

Salmo 91 (Bíblia)

Salmo 91 - Sob a sombra do Altíssimo

O que habita no esconderijo do Altíssimo, e descansa à sombra do Onipotente,
2 Diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.
3 Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.
4 Cobrir-te-á com as Suas penas, sob Suas asas estarás seguro:
a Sua verdade é pavês e escudo.
5 Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia,
6 Nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio dia.
7 Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido,
8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás o castigo dos ímpios.
9 Pois disseste: o Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.
10 Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda,
11 Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, 
para que te guardem em todos os teus caminhos.
12 Eles te sustentarão nas Suas mãos para não tropeçares nalguma pedra.
13 Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.
14 Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome.
15 Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei, e o glorificarei.
16 Saciá-lo-ei com longevidade, e lhe mostrarei a Minha salvação. 

(Salmo 91 - Bíblia - Foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)