quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Castigo: Letra - Música de Clara Nunes

A gente briga,
Diz tanta coisa que não quer dizer
Briga pensando que não vai sofrer
Que não faz mal se tudo terminar.

Vem belo dia a gente entende
Que ficou sozinha
Vem a vontade de chorar baixinho
Vem o desejo triste de voltar...

Você se lembra,
Foi isto mesmo que se deu comigo
Eu tive orgulho e tenho por castigo
A vida inteira pra me arrepender.

Se eu soubesse
Naquele dia o que sei agora
Eu não seria esta mulher que chora,
Eu não teria perdido você.

Canta: Clara Nunes -  Autora: Dolores Duran
Disco: Brasileiro Profissão Esperança
Odeon – SMOFB 3838

Casinha pequenina: Letra - Música de Clara Nunes

Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu.
Tinha um coqueiro do lado
Que, coitado, de saudade já morreu.  (Bis)

É verdade, é verdade,
Coqueiro deu um suspiro e morreu
É verdade, é verdade,
O resto dessa saudade sou eu.              (Bis)

Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor
Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor.
Daquele beijo demorado, prolongado,
Que selou nosso amor,
Daquele beijo demorado, prolongado
Que selou nosso amor. 

Autor: Folclore
Disco: A beleza que canta – 1969
Odeon – MOFB 3594

domingo, 25 de setembro de 2016

Canto das três raças: Letra - música de Clara Nunes

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
Do Quilombo dos Palmares onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em paz, de paz em guerra
Todo povo dessa terra
Quando pode cantar, canta de dor
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor.

Clara Nunes – autores: Paulo César Pinheiro/Mauro Duarte
Disco: Canto das três raças
EMI-Odeon – XSMOFB 3915 - 1976

Canseira: Letra - Música de Clara Nunes

Canseira...
De andar na minha estrada
E nunca chegar.

Canseira...
Nos caminhos que eu caminho
Ela não está.

Talvez minha amada
Não saiba que eu sofro
Caminhando por aí.

A noite caindo, silêncio na praça,
Minha vida é procurar
Inverno feito de brisa caindo lá do céu;
Vou solitário na rua, perdido de você.

Canta: Clara Nunes – Autores: Odibar/Paulo Diniz
Disco: Clara Nunes – 1971 – 
Odeon – MOFB - 3667

quarta-feira, 2 de março de 2016

Candongueiro: Letra - Música de Clara Nunes

Eu vou-me embora
Pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola
Bisneto de Quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho o meu candongueiro.    (Refrão)

No cativeiro
Quando estava capiongo
Meu avô tocava jongo
Pra poder se segurar, oi
A escravaria
Quando ouvia o candongueiro
Vinha logo pro terreiro
Para saracotear.

Meu candongueiro
Bate jongo dia e noite
Só não bate quando o açoite
Quer mandar ele bater, oi
Também não bate
Quando seu dinheiro manda
Isso aqui não é quitanda
Pra pagar e receber.

Meu candongueiro
Tem mania de demanda
Quem não é da minha banda
Pode logo debandar, oi
Pra vir comigo
Tem que ser bom companheiro
Ser sincero e verdadeiro
Pra poder me acompanhar.

Autores: Wilson Moreira/Nei Lopes
Disco: Guerreira - 1978
EMI-Odeon 062 421096

Canção de sorrir e de chorar: Letra - Música de Clara Nunes

Sorri... Eu sorri
Quando o seu coração se uniu ao meu
E o seu olhar, seu pensamento bom
Veio também.
Criei um mundo então só pra nós dois,
Meu bem.

Chorei... Eu chorei
Quando senti a dor da ingratidão do seu olhar
Senti seu pensamento me abandonar
Chorei ao ver morrer todo sonho bom
Que sonhei, que sonhei.     

Autor: Tito Madi
Disco: A voz adorável de Clara Nunes – 1966
Odeon MOFB 3455

Canaviá: Letra - Música de Clara Nunes

Eu fui num samba
Pra não sambar
Mas quando eu vi Madalena
Eu fiquei por lá.                           (Refrão)

Seu gingado faceiro, viola ê
Seu tamanco ligeiro, viola a
Seu sorriso encantado, viola ê
Seu moreno queimado, viola a.

Cadê você? Os canaviá
Eu vou pra lá, os canaviá
O lê lê lê, os canaviá
O lá lá lá, os canaviá.

Olha a cana madura, os canaviá
Pra fazer rapadura, os canaviá
Olha a cana de vez, os canaviá
Pra fazer molho inglês, os canaviá.

Autores: Antônio Carlos/Jocafi
Disco: alvorecer – 1974
Odeon - SMOFB 3835