terça-feira, 15 de outubro de 2013

Térbio

Símbolo: Tb
Massa atômica: 158,92534
Número atômico: 65
Ponto de fusão: 1629 K (1360 ºC)
Ponto de ebulição: 3503 K (2500 ºC)
Ano da descoberta: 1843
Autor da descoberta: Carl G. Mosander
Origem do nome: Homenagem a Ytterby, cidade sueca.
Significado:          –
Utilidades: Proteção contra radiação, lâmpada fluorescente, etc.

Características:
O térbio é um elemento branco prateado, macio, mole e flexível ao ponto de ser cortado com faca. Medianamente reativo, estável ao contato com o ar sob temperatura ambiente, reage com ácidos concentrados ou diluídos, com água e oxigênio, formando diversos compostos químicos como haletos, carbonato, sulfato, nitrato, etc. Ele é encontrado em estado sólido. 

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB- foto e pesquisa: internet)

domingo, 13 de outubro de 2013

Entre...

Entre pela porta da frente
De minha casa humilde;
Entre sem pedir licença
Qual rei intransigente...

As quatro Luas de sangue me dirão
Quando Você vai chegar;
Sinais no céu aparecerão,
E eu os verei com meus olhos, minha visão...



Eu queria envelhecer
E ser uma velha sábia e sã,
Mas quem sabe de tudo é Você
Que é o dono do amanhã...

Eu queria ter um dedo de prosa com Você,
Apareça em minha humilde casa;
Estou pronta a lhe seguir sem saber
Aonde Você vai me levar: para outra casa?

sábado, 12 de outubro de 2013

Planeta Marte

Marte é o quarto planeta do sistema Solar a partir do Sol e o terceiro menor em tamanho, sendo o último dos planetas telúricos. Situado entre a Terra e o cinturão de asteroides, é um planeta rochoso com uma atmosfera muito rarefeita, o que torna a temperatura de sua superfície muito variável: durante o dia pode atingir 15 ºC, e à noite, -110 ºC. 

É o quinto objeto mais brilhante do céu - perde apenas para o Sol, a Lua, Vênus e Júpiter; possui a montanha mais alta do Sistema Solar, um vulcão duas vezes e meia a altura do Monte Everest e indícios de inundações cataclísmicas no passado remoto. Sua atmosfera é composta de 95% de gás carbônico. É menos denso do que a Terra: possui 15% do volume e 11% da massa da Terra. Sua cor avermelhada se dá por causa do óxido de carbono III, conhecido como hematita ou ferrugem. Os egípcios o chamavam de Her Descher - O vermelho; os babilônios, de Nergal - Estrela da Morte- e os romanos, de Marte - deus da guerra. 

Ficha técnica:
Área superficial: 144.798.500 km²
Distância do Sol: 227.940.000 km.
Diâmetro: 6.694 km.
Período de rotação (dia): 24,6 horas terrestres.
Período de translação (ano): 686,9 dias terrestres.
Periélio: 206.669.000 km
Afélio: 249.209.300 km.
Velocidade média da órbita: 24,13 km/s
Gravidade: 100 kg na Terra equivalem a 38 kg em Marte.
Quantidade de Luas: 2 - Fobos e Deimos.
Vulcão: o maior do sistema Solar, chamado Olympus Mons

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto e pesquisa: internet)   

A imortalidade da alma (Cícero)

O que se pode mesmo afirmar, com certeza, é que, para Públio Cipião, dentre os muitos dias de existência bela e alegre, a jornada mais brilhante foi aquela em que, já ao anoitecer, deixando o Senado, fora conduzido à sua residência pelos senadores, circundado pelo povo romano, pelos aliados e pelos latinos, na véspera de deixar esta vida. Aquilo foi como que transitar do mais elevado grau de dignidade para junto dos deuses, em vez de descer aos infernos.

Realmente, eu não poderia aderir àqueles que, de recente, puseram-se a proclamar que a alma perece junto com o corpo e que tudo fica desfeito pela morte. 

Para mim, vale mais a autoridade dos antigos e de nossos antepassados que aos mortos conferem direitos sacros. Ora, isso, por certo, não teriam feito se julgassem que nada mais lhes traria algum proveito.

O mesmo pensavam aqueles que, outrora, povoavam este solo. Bem eles que promoveram a Magna Grécia, hoje, arruinada, mas então, florescente, mediante os institutos e preceitos por eles transmitidos. 

Também apelo para a autoridade daquele que o oráculo de Apolo tinha julgado como "o mais sábio". Não um sábio que, ora afirma uma coisa, ora nega, como, aliás, é encontradiço, mas, sempre, afirma que as almas dos seres humanos são divinas e, quando deixam o corpo, caminham de retorno para o céu, onde os melhores e os mais justos são, de imediato, transferidos.

Idêntico era o modo de ver de Cipião. Como se tivesse pressentido, poucos dias antes de morrer, estando então presentes Filo e Manílio com outros mais, entre eles tu também, Cévola, pois tinhas ido comigo, ele dissertou acerca da República, ao longo de três dias. O final da explanação quase tudo versou sobre a imortalidade da alma. Dizia que, durante um sono, ouvira isso graças a uma visão, da boca de Africano. 

Se é mesmo verdade que, no momento da morte, a alma dos melhores escapa como que fugindo da prisão e dos grilhões do corpo, a quem concederíamos voo mais rápido para os deuses do que Cipião? Receio que lamentar aquela perda seria mais inveja do que amizade.

Se, ao contrário, valer a outra assertiva de modo que aniquilam-se a alma e o corpo, sendo que nada resta da vida, então também nada subsiste nem de bom nem de mau após a morte. Perdido que forem os sentidos, a gente fica reduzido ao estado de não nascido. 

No entanto, se alguém nasceu foi bem ele com o qual nos felicitamos, enquanto esta cidade, ao longo de sua história, também se alegra com o mesmo. 

(Texto: Cícero - Obra: A amizade - cap. III - 1: A imortalidade da alma - Foto: Eliza Ribeiro - Taperoá (PB)     

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Na minha terra (Álvares de Azevedo)

Amo o vento da noite sussurrante
A tremer nos pinheiros
E a cantiga do pobre caminhante
No rancho dos tropeiros;

E os monótonos sons de uma viola
No tardio verão,
E a estrada que além se desenrola
No véu da escuridão.


A restinga d'areia onde rebenta
O oceano a bramir,
Onde a lua na praia macilenta
Vem pálida luzir;

E a névoa e flores e o doce ar cheiroso
Do amanhecer na serra,
E o céu azul e o manto nebuloso
Do céu de minha terra;

E o longo vale de florinhas cheio
E a névoa que desceu,
Como véu de donzela em branco seio,
As estrelas do céu.

II

Não é mais bela, não, a argêntea praia
Que beija o mar do sul,
Onde eterno perfume a flor desmaia
E o céu é sempre azul;

Onde os serros fantásticos roxeiam
Nas tardes de verão
E os suspiros nos lábios incendeiam
E pulsa o coração!

Sonho da vida que doirou e azula
A fada dos amores,
Onde a mangueira ao vento tremula
Sacode as brancas flores,

E é saudoso viver nessa dormência
Do lânguido sentir,
Nos enganos suaves da existência
Sentindo-se dormir;

(...)

III

Quando o gênio da noite vaporosa
Pela encosta bravia
Na laranjeira em flor toda orvalhosa
De aroma se inebria,

No luar junto à sombra recendente
De um arvoredo em flor,
Que saudades e amor que influi na mente
Da montanha o frescor!

E quando à noite no luar saudoso
Minha pálida amante
Ergue seus olhos úmidos de gozo,
E o lábio palpitante...


(Poesia: Álvares de Azevedo - foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

Luar do sertão (Luiz Gonzaga e Milton Nascimento)

Ai que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão;
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão.

Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!
Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão;
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia a nos nascer no coração.

Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!
Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!

Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste, no sertão, se faz luar;
Parece até que a alma da lua é que descanta
Escondida na garganta desse galo a soluçar.

Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!
Não há, oh gente, oh não,
Luar como este do sertão!

Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez;
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a sururina chora a sua viuvez.

(Composição: Catulo da Pixão Cearense e João Pernambuco)
Montagem do vídeo: www.betediniz.com.br 

Elefante

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: mammalia
Ordem: Proboscidea
Família: Elephantidae
Gêneros: Loxodonta, Elephos, Mammuthus, Stegodon, Deinotherium.



Características: 
O elefante é um animal herbívoro; alimenta-se de ervas gramíneas, folhas de árvores e frutos. É capaz de consumir entre 70 e 150 kg de alimentos por dia. Em geral vive em manadas de 10 a 15 indivíduos, compostas por várias reprodutoras e crias de diversas idades, sob a liderança de uma matriarca. É papel da matriarca memorizar lugares fartos em água no tempo seco e garantir o bem estar da manada. Se um jovem macho, na idade reprodutiva, romper a hierarquia, a matriarca logo o expulsa do bando. O macho adolescente, em geral, vive em pequenos grupos, e o macho adulto vive isolado, encontrando-se com a fêmea somente na época do acasalamento. Nessa época ele se torna agressivo. 
    
A fêmea, também chamada de Alia, atinge a maioridade sexual aos 12 anos de idade, quando engravida apenas de 1 cria. A gestação dura entre 20 e 22 meses, e ela só engravida de 4 em 4 anos, pois passa 2 anos amamentando o filhote. O filhote, por sua vez, nasce com até 100 kg.   

Existe o elefante africano, encontrado principalmente nas florestas e savanas do Quênia, da Tanzânia e Uganda, e o elefante asiático, que vive em florestas. Entre eles há algumas diferenças: o africano pesa de 4 a 6 toneladas, mede de 5 a 7 metros de comprimento e 4 de altura; o asiático pesa de 3 a 5 toneladas, mede de 2,4 a 3 metros de altura e 3 de comprimento. As orelhas do africano também são maiores.

O elefante possui um membro de suma importância para a sua sobrevivência: a tromba, que em média pesa 140 kg. Ele a utiliza para levar comida à boca, para beber água, quando chupam até 14 litros de água de uma vez, para depois jogá-la na boca; também inalam água para banhar-se e usam a tromba como tubo de respiração para nadar. Cumprimentam-se por ela, enrolando uma na outra; usam-na para namorar, defender-se e atacar. Seu maior predador é o homem, mas o leão pode atacar um filhote, que, por causa disso, é colocado no meio da manada como meio de proteção. 

As presas de marfim existentes na boca do elefante, tão cobiçadas, na verdade são os segundos incisivos superiores, e crescem até 15 cm ao ano. Ele as utiliza para escavar a terra à procura de água, sal ou raízes, para retirar cascas de árvores, para marcar territórios em cascas de árvores e como defesa. Quando seus dentes molares caem, o elefante não consegue mais se alimentar e acaba morrendo. Quando está perto da morte, ele se isola e procura um lugar para passar o resto dos seus dias; quando morre, os membros da manada permanecem ali, tocando seu corpo com a tromba, até muitos anos depois de sua morte, se passarem por aquele local. O elefante pode viver até os 60 anos.      

(Texto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - foto: internet)