terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Motivos para sorrir


Conhecer o tempo ao seu redor:
Tempo de chuva ou de estio,
Primavera, verão, outono, inverno...

Conhecer as fases da Lua
E o nome de estrelas e planetas,
Mesmo que eles habitem longe, longe...

Amar o canto dos pássaros,
Saborear a variedade de frutos e legumes,
Plantar alguma árvore em algum lugar...

O mundo em derredor é lindo,
E a vida palpita em cada canto
Uma alegria, uma paz, uma poesia...

Há muitos motivos para você ser feliz,
Há muitos motivos para você sorrir;
Abra o seu coração
E não haverá espaço para a tristeza
Que você insiste em cultuar!

(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

Névoa (Fagundes Varela)


Nas horas tardias que a noite desmaia,
Que rolam na praia mil vagas azuis,
E a Lua cercada de pálida chama
Nos mares derrama seu pranto de luz,

Eu vi entre flocos de névoas imensos
Que em grutas extensas se elevam no ar,
Um corpo de fada - sereno, dormindo,
Tranquila sorrindo num brando sonhar.

Na forma de neve - puríssima e nua -
Um raio da Lua de manso batia,
E assim reclinada no túrbido leito
Seu pálido peito de amores tremia.

Oh! Filha das névoas! Das veigas viçosas,
Das verdes, cheirosas roseiras do céu,
Acaso rolaste tão bela dormindo,
E dormes, sorrindo, das nuvens no véu?

Nas nuas espadas, dos astros dormentes,
- Tão frio - não sentes o pranto filtrar?
E as asas de prata do gênio das noites
Em tíbios açoites a trança agitar?

Ai! Vem, que nas nuvens te mata o desejo
De um férvido beijo gozares em vão!...
Os astros sem alma se cansam de olhar-te,
Nem podem amar-te, nem dizer paixão!

E as auras passavam - e as névoas tremiam
- E os gênios corriam - no espaço a cantar,
Mas ela dormia tão pura e divina
Qual pálida ondina nas águas do mar!

Imagem formosa das nuvens da Ilíria,
- Brilhante Valquíria - das brumas do norte,
Não ouves ao menos do bardo os clamores
Envolto em vapores - mais fria que a morte!

Oh! Vem; vem, minh'alma! Teu rosto gelado,
Teu seio molhado de orvalho brilhante,
Eu quero aquecê-los no peito incendido,
- Contar-te ao ouvido paixão delirante!...

Assim eu clamava tristonho e pendido,
Ouvindo o gemido da onda na praia,
Na hora em que folguem as névoas sombrias
 - Nas horas tardias que a noite desmaia.

E as brisas da aurora ligeiras corriam.
No leito batiam da fada divina...
Sumiram-se as brumas do vento à bafagem
E a pálida imagem desfez-se em - neblina!

(Poesia: Fagundes Varela - Foto: internet)

É proibido (Pablo Neruda)


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas,
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor,
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos,
Não tentar compreender o que viveram juntos,
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
Só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que a vida deles vale mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

(Poesia: Pablo Neruda. Foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB
,

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Frase bíblica


7 Filho meu, guarda as minhas palavras, e conserva dentro de ti os meus mandamentos.
2 Guarda os meus mandamentos, e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
3 Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
(Salmo 7, 1 - 3)


Revelação


São de palavras os nossos momentos
Que os olhos acolhem, brilhando;
Por dentro meu coração tece sonhos
Quais acalantos...

Deixa-me abraçar teu corpo,
Teus lábios beijar,
Acolher teu pranto ao meu peito...

Com toda a força do meu pensamento
Quero habitar todos os teus momentos:
Teus cansaços e teus descansos...

Deixa-me habitar sob teu teto
E oferecer-te todo o meu amor,
Mesmo que ele seja imperfeito...

Deixa-me falar-te de liberdades
Que ferem certas moralidades;
Também revelar-te toda minha verdade
Acima de qualquer ciência,
Porque não existe alegria maior
Do que fazer explodir,
Por ti,
Todo o meu amor!

(Poesia: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB - Foto: internet)

Minha emoção


Numa palavra de amor,
Num gesto de carinho
Invadiste de vez minha vida...

E agora sou o que sou,
Uma mulher apaixonada por ti,
E minha maior emoção
É te possuir de madrugada...

Teu abraço é bom,
O calor do teu corpo
É como banhar o meu em águas de mar...

Tu és para mim um lume,
Uma joia rara;
Por tua causa agora sou assim,
Uma mulher atrevida...

(Poesia e foto: Eliza Ribeiro - Taperoá - PB)

Aumentativo e diminutivo de algumas palavras:


Amigo - amigalhão, amigão - amiguinho.
Animal - animalão, animalaço - animalzinho.
Árvore – arbusto, arvorezinha.
Bala - balaço - balinha.
Bandeira – Bandeirinha, bandeirola.
Barba - barbaça - barbinha, barbicha.
Barca - barcaça - barquinha.
Bêbado - beberrão - –
Boca - bocarra - boquinha.
Burro –  burrico.
Cabeça - cabeçorra - cabecinha.
Cão - canzarrão - cãozinho.
Caixa - caixão - caixinha, caixote.
Cara - caraça, carantonha - carinha.
Casa - casarão - casinha, casebre, casinhola.
Chapéu - chapelão - chapelinho.
Colher - colheraça - colherinha.
Copo - copázio - copinho.
Corda - cordão - cordel, cordinha.
Corpo - corpaço, corpanzil - corpinho.
Chuva - – - chuvisco.
Criança - - criançola, criancinha.
Cruz - cruzeiro - cruzinha.
Dente - dentão - dentinho.
Diabo – - diabrete.
Doido - doidarrão - doidinho.
Engenho - engenhoca.
Estátua - – estatueta.
Estória -   – estorieta.
Faca - facão, facalhão - faquinha.
Ferro - ferrão - ferrolho, ferrinho.
Fio - – - Fiapo, filete.
Fita - – - fitilho.
Fogo - fogaréu - foguinho.
Flauta - - flautim.
Gato - gatão, gatarrão - gatinho.
Gente - gentalha - gentinha.
Gota -  – - gotícula.
Homem - homenzarrão - homenzinho.
Ilha - – - Ilhéu, ilhota.
Jornal - – jornaleco.
Livro - - livreco.
Lugar -  – lugarejo.
Mão - manzorra, manopla - mãozinha.
Mala - – maleta.
Menino - meninão - meninote.
Monte - – montículo.
Mundo - mundão, mundaréu - mundinho.
Muro - muralha - murinho.
Nariz - narigão - narizinho.
Navio - naviarra - naviozinho.
Palácio - – - palacete.
Papel - papelão - papelucho, papelinho, papelzinho.
Pardal - – - pardalzinho.
Parte - – partícula.
Pecíolo - - - peciolozinho, peciólulo.
Pele – - película.
Poema - – -poemeto.
Rabo - - rabicho, rabinho.
Rapaz - rapagão - rapazinho, rapazote, rapazola.
Rio - – - riacho, ribeiro, riozinho.
Rua - – - ruela.
Saco - – - sacola.
Sala - salão - saleta, salinha.
Sela - – - selim, selinha.
Sino - – - sineta, sininho.
Sono - - soneca.
Tambor - – - tamborim.
Vala - – - valeta, valinha.
Velho - – - velhinho, velhote.